Arcebispo repudia uso eleitoreiro de casas de acolhimentos por políticos
Em coletiva, o presidente da federação Recriar esclarece os motivos para assinar decreto que regulamenta comunidades cristãs
O arcebispo de Maceió e presidente da Rede Cristã de Acolhimento e Recuperação do Dependente Químico em Alagoas (Recriar), Dom Antônio Muniz, repudiou o que ele chamou de uso eleitoreiro das casas de acolhimentos por políticos, que mantém as comunidades terapêuticas cristãs pensando na próxima eleição. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (4), durante coletiva de imprensa na Cúria Metropolitana, em Maceió.
A comunidade terapêutica que quer ter vínculo com a Recriar, receber benefícios espirituais, como Missa e outras programações religiosas, e ser intitulada como cristã, ela deve seguir as orientações publicadas no decreto, assinado em dezembro de 2016, e no manifesto, divulgado na última segunda-feira (02).
"As Comunidades Terapêuticas, que fizeram uma opção político-partidária e de poder, tornando-se subsidiárias, estão proibidas de usar o nome “católica” e beneficiar-se dos ritos católicos", diz o decreto.
Questionado se as onze comunidades, que já são credenciadas na Rede Recriar, se sentiam com receio de perder os benefícios concedidos por políticos ou instituições governamentais, o arcebispo foi direto: "Se for preciso, vou chamar os responsáveis pelos centros de acolhimentos, os padres e os fiéis e vamos às ruas pedir no trânsito. O que não podemos deixar é que apenas comunidades que tenham dedo de políticos sejam beneficiadas por recursos governamentais", esclareceu.
A Recriar defende que as instituições continuem recebendo os recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza, FECOEP, e outras participações do governo estadual, mas que o controle financeiro não seja centralizado em secretarias. "A utilização de secretaria só aumenta os custos internos de gerenciamento, o que já poderia ser usado para os custos dos próprios internos", explicou o arcebispo.
Ele ressalta que este é um diálogo que ocorre há dez anos. "Desde que cheguei na Arquidiocese de Maceió, em 2007, estive reunido e sempre dialoguei com os responsáveis por essas instituições para alertá-los sobre a verdadeira missão de uma casa de acolhimento que é de beneficiar aqueles que precisam e não os seus gestores", informou dom Muniz. "A ingerência política continua, há político mantendo as comunidades pensando na próxima eleição e se ele perder? os trabalhos serão encerrados?”, questiona o líder religioso.
Atualmente, cerca de 1.200 dependentes químicos estão passando por tratamento nas instituições ligadas à Rede. Na coletiva, foi divulgada a informação de que em breve será inaugurada a Unidade Rural Santa Zélia e São Luís, uma extensão da Casa do Servo Sofredor, na cidade de Messias para receber os internos da Casa, que fica localizada no Complexo Juvenópolis, em Bebedouro, e alguns apenados do sistema carcerário. A instituição vai desenvolver trabalhos no campo, com agricultura e pesca, além de desenvolver produtos artesanais.
Últimas notícias
Núcleo de Línguas Estrangeiras amplia vagas com novas turmas de inglês
Câmeras flagram motociclista tentando frear antes de colisão fatal em Arapiraca
Polícia Militar apreende armas, cocaína, maconha, crack e lança perfume
Dívida ligada ao tráfico pode ter motivado homicídio dentro de mercadinho em Maragogi
Irmãos são presos suspeitos de executar comerciante e roubar carga de frangos
Arsal aprova novas regras para concessão da Tarifa Social de Água e Esgoto em AL
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
