Após rogar praga a maconheiros, Sikêra Júnior afirma ser a favor da legalização da maconha
Apresentador da TV Ponta Verde, afiliada do SBT em Alagoas, Sikêra Junior ficou famoso no Brasil inteiro, no final de 2016, com uma praga que rogou em seu programa policial: "Você, que fuma maconha, vai morrer antes do Natal". Fumante (de cigarro comum), ele sofreu um infarto na semana passada e está aproveitando a recuperação em casa para rever seus conceitos. Enquanto tenta parar de fumar, o jornalista de 49 anos revela que, na verdade, não julga os usuários e é a favor da legalização da maconha.
"Tive a criação do meu pai de que maconha dá cadeia ou cemitério. Hoje não [penso mais assim], tenho colega que fuma maconha. Sei que tem muito maconheiro que não faz mal a ninguém. Acho que, enquanto a maconha não for legalizada, está alimentando o tráfico. Eu prefiro que legalize essa porra o quanto antes. Quer fumar, fuma, mas pelo menos não precisa subir o morro, levar um tiro. Aí a moçada não vai para a delegacia responder por um cigarro de maconha enquanto senadores pegam bilhões, fazem o que querem e não dá em nada", crava.
O infarto de Sikêra Júnior gerou tanta repercussão nas redes sociais quanto o fatídico vídeo dedicado aos maconheiros tirado de seu programa, Plantão Alagoas. Apenas 11 dias após o Natal, foi ele, que nunca usou a droga na vida, quem achou que iria morrer.
O apresentador estava em casa e havia bebido um pouco de uísque quando sentiu uma dor no peito. "Achei que eram gases", diz. De madrugada, ele foi levado com urgência ao hospital. "Falei para o meu motorista: 'Tira o carro que eu estou morrendo'. Ouvi do enfermeiro que eu ia enfartar e pensei: 'Morri'", conta.
Após quatro dias internado, Sikêra teve alta na última segunda-feira (9), mas continua em recuperação. Apesar do trauma, o apresentador não considera que a praga para os maconheiros se voltou contra ele e não se arrepende do que disse (de brincadeira, ele ressalta).
"Eu já tinha recebido muita mensagem no Natal de gente que dizia: 'Seu velho filha da mãe, eu estou vivo, quem vai morrer é você'. Eu dei altas risadas. Essa brincadeira é velha, faço há mais de dois, três anos. Agora que vazou para o Brasil inteiro. Mas não estou nem aí. Não me arrependo", afirma.
"Se fosse [algo criado] agora, se eu fosse supersticioso, pensaria que deveria parar com esse negócio. Mas todo final de ano eu digo que quem fuma maconha não passa do Natal. Não vou pedir desculpas, não devo desculpas a ninguém. Não vou incentivar a maconha porque vai contra os meus princípios, mas quem sabe posso até dizer assim: 'Vamos fazer o seguinte? Fuma sua maconha para lá que eu faço meu programa para cá. Vamos ficar em paz?'", sugere.
A mil por hora
Sikêra Júnior começou a trabalhar com comunicação na adolescência, em uma rádio do interior de Pernambuco, seu Estado natal. O início da carreira dele na televisão foi como locutor _chegou a narrar futebol no SporTV e a fazer parte da equipe do programa H, que Luciano Huck apresentou na Band nos anos 1990.
Há 14 anos, foi convidado para ser repórter policial, e no início não se sentia muito à vontade com o tema. "Eu não queria, falei que não me interessava esse negócio de polícia, morte. Mas disseram: 'Ou tu faz ou está fora, só tem essa vaga'. Aí, eu morrendo afogado, me amarro até a tubarão. Fiquei", relata.
Ele se tornou apresentador do Plantão Alagoas há quatro anos, e o episódio dos maconheiros é até leve se comparado ao que Sikêra já passou por lá: "Já levei tapa ao vivo, minha lente do óculos caiu, já levei tiro em uma reportagem, caí de moto, quebrei dente. O que tiver de confusão na face da Terra, estou no meio", se diverte.
Até uma música baseada em um diálogo seu no programa já existe: Sikêra canta o funk Queima, e também atua como DJ na noite alagoana. "Faço tudo para ganhar dinheiro", brinca.
O apresentador afirma que não pretende pegar mais leve em sua volta ao programa, provavelmente só em fevereiro. Ele ainda terá que voltar ao hospital na semana que vem para colocar stents (próteses em formato de tubo utilizadas para desobstrução de artérias), e não tem grandes planos para sua carreira nos próximos anos. Sikêra diz que só quer viver.
"Estou doido para voltar a trabalhar, estou em casa subindo pelas paredes. Mas eu não sei o que vai ser, eu não tenho ensaio. Nada na minha vida foi calculado. Tudo foi acontecendo e eu fui na onda. Agora, o que vier é lucro", conclui.
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