Xangô Rezado Alto combate a intolerância religiosa nesta quinta-feira (2)
A sexta edição do projeto Xangô Rezado Alto acontece nesta quinta-feira (2). A ação, marcada para começar às 14h em diversos pontos da capital, busca combater a intolerância religiosa, lembrando o episódio que ficou conhecido como “Quebra de Xangô” – quando, em 1912, casas de culto afro religiosos de Maceió e do interior de Alagoas foram invadidas e destruídas.
Um cortejo irá circular pelo Centro da cidade, saindo da Praça D. Pedro II, seguindo pela Rua do Comércio. A comitiva passará pela Igreja do Rosário – que agregou-se às irmandades negras -, partindo em direção ao Instituto Histórico e Geográfico – onde está guardado o maior acervo do período de 1912, incluindo artefatos que pertenciam às comunidades perseguidas. O cortejo sugue até a Praça dos Martírios, onde estarão instalados os tablados com apresentações culturais de grupos ligados à temática.
Na programação estão inclusas apresentações de grupos de afoxés, maracatus e orquestras de percursionistas. A participação desses grupos artísticos e culturais no Xangô Rezado Alto é feita a partir de convênio entre a Fundação Municipal de Ação Cultural e o Ministério da Cultura, resultante de emenda parlamentar do senador Benedito de Lira.
“O Xangô Rezado Alto é importante não só para as comunidades tradicionais, mas para o resgate da memória cultural do maceioense. É uma celebração do povo de santo e de toda Maceió que diz não à intolerância, repudia a violência e segue na luta em busca do respeito”, destacou o presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural (Fmac)Vinicius Palmeira.
De acordo com o coordenador de políticas culturais da Fundação Municipal de Ação Cultural, Amaurício de Jesus, a ação agrega a quebra de preconceitos e o diálogo com a diversidade. “O Xangô Rezado Alto é importante para celebrarmos a cultura e combatermos a intolerância. Não queremos mais esse tipo de perseguição, compreendendo a importância de atender à diversidade cultural da cidade. O evento promove também a cadeia produtiva cultural e reconhece artistas que estão agregados a esses ambientes”, destacou.
Além de autoridades religiosas da capital e do interior do estado e do presidente da Fmac, Vinícius Palmeira, o evento vai contar com a participação do secretário municipal de Turismo, Jair Galvão, e do reitor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), Jairo Costa.
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