Garoto-propaganda da Friboi, Tony Ramos se diz surpreso com operação
O ator Tony Ramos disse nesta sexta-feira (17) estar surpreso com a operação "Carne Fraca", da Polícia Federal, que desarticulou uma suposta organização criminosa que facilitava a produção de produtos adulterados de algumas empresas.
A ação teve como alvo os principais frigoríficos do país, entre eles alguns da JBS, dona da marca Friboi, da qual o ator é garoto-propaganda.
"Estou surpreso com essa notícia. Eu sou apenas contratado pela empresa de publicidade, não tenho nenhum contato com JBS", afirmou o ator em entrevista ao site "Ego".
O ator afirmou ao "Ego" acreditar na qualidade dos produtos dos quais é garoto-propaganda. "Não sou técnico no assunto que a Polícia Federal está fazendo a ação, mas existe um controle em todas as embalagens, existe um código de barras que as pessoas podem acompanhar a qualidade e a validade", disse.
"Eu já visitei uma das fábricas, continuo comprando os produtos Friboi, eu tenho carnes deles agora no meu freezer e uso nos meus churrascos do fim de semana", afirmou Tony Ramos ao "Ego".
Na entrevista, ele disse que pretende entrar em contato com a empresa que o contratou para saber mais detalhes sobre o caso.
INVESTIGAÇÃO
A operação teve como objetivo desarticular uma suposta organização criminosa liderada por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, que, com o pagamento de propina, facilitavam a produção de produtos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização.
A investigação revelou o uso de carnes podres, maquiadas com ácido ascórbico, por alguns frigoríficos, e a re-embalagem de produtos vencidos.
Entre os presos, estão executivos da BRF como Roney Nogueira dos Santos, gerente de relações institucionais e governamentais, e André Baldissera, diretor da BRF para o Centro-Oeste.
Em resposta à operação, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, afirmou nesta sexta que interditou três unidades de empresas investigadas.
Segundo ele, a pasta afastou 33 servidores envolvidos na operação —destes, quatro servidores exerciam cargos de confiança e foram exonerados.
Em entrevista, o ministro Blairo Maggi (Agricultura) admitiu que as irregularidades prejudicam a imagem do país no mercado estrangeiro e criam o risco de perda de mercado no exterior.
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