"Em toda minha vida, nunca compactuei ou negociei favores", diz Teo Vilela após delação
O ex-governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), denominado de Bobão na delação, negou as informações delatadas pelo executivo da Odebrecht, Alexandre Biselli, que apontou envolvimento do político em recebimento de propina nas obras do Canal do Sertão no estado.
Segundo a delação, Alexandre Biselli, Teotonio Vilela, Elias Vilela (irmão do ex-governador) e o ex-secretário de estado, Marcos Firemann, realizaram um encontro no antigo Hotel Radisson, em Maceió, em 2014, em que o assunto abordado foram as obras do Canal do Sertão e valor de campanha. O delator afirmou, que, em um dado momento, Teo Vilela foi chamado por seu assessor a se retirar do local.
A negociação do valor de propina foi iniciada, a partir de então, pelo próprio irmão do ex-governador e o ex-secretário de estado, que pediram a Odebrecht 5% do total do valor de contrato para as obras do Canal. Segundo a delação, Elias Vilela justificava o pedido, afirmando que gastou muito dinheiro na campanha para as eleições 2010/2014, e devido a isso, estariam com pendências a serem resolvidas.
No entanto, em vez de 5%, o valor acordado ficou em 2% do contrato. Apesar de o ex-governador não está na sala, no momento da negociação, Alexandre Biselli, afirmou durante a delação que o sentimento era de que "realmente o governador sabia" do teor da conversa, "tanto é que ele colocou o irmão na reunião".
Teo Vilela negou todas as informações e afirmou que nunca negociou ou autorizou que alguém negociasse em seu nome. Por meio de assessoria de imprensa, ele disse que confia nas investigações.
“Em toda a minha vida, eu nunca compactuei ou negociei favores, assim como nunca autorizei quem quer que seja a fazê-lo em meu nome. Confio nas investigações e sei que elas comprovarão que não tenho participação em ilicitudes. Estou à disposição das autoridades para os esclarecimentos que me forem solicitados”.
Confira delação na íntegra:
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