[Vídeo] Policiais se revoltam com soltura de mulher detida com oito armas de fogo
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostram a revolta de policiais militares com a soltura de uma mulher presa com oito armas de fogo, na madrugada do último sábado (12), no conjunto Cleto Marques Luz, no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió.
Maria Cícera Oliveira Lima, de 31 anos, foi presa após militares do 1º BPM encontrarem oito armas escondidas no teto da casa, sendo sete calibre 38 e um revólver calibre 32, todos sem munições e números de identificação ilegíveis. A suspeita é a de que a mulher alugava as armas para prática de assaltos e homicídios em Maceió.
Nas imagens do vídeo, os policiais aparecem conversando com a mulher e questionando-a sobre a sua liberação. A mulher conta aos militares que conseguiu um alvará para que fosse solta."Estou com meu alvará de soltura e não devo nada a ninguém", afirma.
Revoltados com a situação, um militar reclama da justiça brasileira e ironicamente pede desculpas a mulher. "Me desculpe por ter vindo na casa da senhora, quebrado a porta da senhora, ter apreendido oito armas e ter levado a senhora constrangida até uma delegacia para um dia depois a senhora estar solta".
Na manhã desta segunda-feira (14), o juiz Ricardo Jorge Cavalcante Lima, que considerou parecer favorável do Ministério Público do Estado (MPE/AL) para a soltura da mulher, emitiu uma nota, por meio da assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).
Confira a nota na íntegra:
Acerca do caso da mulher presa no fim de semana após terem sido encontradas armas, Maria Cícera Oliveira Lima Santos, no âmbito do processo 0700738-16.2017.8.02.0067, o juiz Ricardo Jorge Cavalcante Lima, plantonista da área criminal na ocasião, esclarece: foi concedido alvará de soltura para a acusada em conformidade com a legislação brasileira, tendo em vista que a cidadã é primária, não tem registro de passagem pela polícia ou antecedentes criminais, possui residência e trabalho fixos, e possui uma filha menor de idade. As armas foram encontradas em sua casa, mas a mulher alegou que as armas seriam de seu namorado, que possuiria as chaves da residência. O juiz ressalta ainda que o próprio Ministério Público de Alagoas opinou pela soltura.
Ainda sobre esse caso acima, o juiz acrescentou o seguinte:
Como a acusada é primária e a pena máxima para o crime é de quatro anos, a legislação prevê que não cabe prisão preventiva no caso. Além disso, apesar do flagrante, não houve pedido de prisão preventiva nem do delegado de Polícia, nem do promotor do Ministério Público de Alagoas. O juiz explica que se tivesse decretado a prisão sem haver pedido, a prisão seria ilegal.
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