Câmara vai ao bairro do Mutange na próxima segunda-feira (11)
Moradores do Mutange e região participam, na próxima segunda-feira (11), às 9h, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal), de audiência pública que discutirá a situação do bairro nas mais diversas áreas. A audiência foi proposta pelo vereador Francisco Sales (PPL) e aprovada por unanimidade pelo Plenário da Câmara Municipal de Maceió.
Com uma população estimada de 5 mil habitantes, o Mutange cresceu de forma desordenada e é considerado uma área de risco permanente de acidente envolvendo deslizamento de encostas.
O último deles foi registrado no dia 22 de julho deste ano, quando uma barreira desmoronou, obrigando moradores a abandonarem suas casas. Ninguém se feriu, mas o medo é permanente, como conta Cícero Santana, presidente da Associação dos Moradores do Alto do Céu, uma das lideranças que solicitaram a audiência ao vereador Francisco Sales.
“O Mutange é uma bomba relógio, todo cercado por encostas. Mesmo quem não mora nas barreiras corre risco, porque quando a barreira desliza, atinge quem está na parte baixa, nas casas construídas na pista. As pessoas moram porque não têm outra alternativa. O morro não pode ver água, que desaba”, diz o líder comunitário, ao afirmar que os moradores lançarão um pedido de socorro aos parlamentares durante a audiência.
“É muito importante esse momento para a gente porque teremos aqui a presença da Câmara e vamos aproveitar para fazer nossas reivindicações. O Mutange precisa ser visto”, afirma Cícero Santana, ao dizer que uma das ações a serem cobradas é a construção de muros de arrimo e recuperação de escadarias, o que não se faz, segundo informa, desde a década de 1980.
Ele ressalta que de 1990 para cá o bairro cresceu desordenadamente e os problemas se avolumam. Cita, além de infraestrutura, a falta de segurança, de escolas, creches e postos de saúde na localidade, o que obriga os moradores a recorrerem às unidades do Bom Parto, Bebedouro e Pinheiro. “Outro problema é o risco que a indústria Braskem, instalada no bairro, causa. Já teve vários vazamentos. Há várias tubulações da empresa que cortam o bairro. Eles transportam produtos químicos diariamente. É um perigo constante”, afirma Cícero Santana.
Veja também
Últimas notícias
Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar
OAB/AL defende celeridade em apurações e afastamento cautelar de ministros
Permissionários da Praça da Faculdade recebem boxes e certificados em Maceió
Segunda Consulta Pública do PlanMobi define diretrizes para a mobilidade urbana
Lucas Barbosa reforça compromisso com as mulheres alagoanas durante encontros em Arapiraca
Prefis 2026 termina nesta sexta-feira após mais de 10 mil atendimentos em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
