Maia diz que governo 'está muito longe' de ter os 308 votos para aprovar Previdência
Presidente da Câmara deu entrevista à rádio CBN. Segundo ele, reforma foi 'demonizada' e será preciso diálogo para mostrar aos deputados a importância da aprovação do texto.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (21) em entrevista à rádio CBN que hoje o governo está "muito longe" de ter os 308 votos necessários na Casa para aprovar a reforma da Previdência.
Ele foi questionado sobre as negociações em torno da proposta, que foram retomadas com mais intensidade nas últimas semanas. Maia é um dos principais defensores da reforma e tem se engajado na articulação política pela aprovação do texto.
Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, as mudanças previdenciárias precisam de no mínimo 308 votos na Câmara, antes de ir para o Senado. Para Maia, o tema foi "demonizado" nos últimos meses, o que, segundo ele, dificulta a compreensão dos deputados sobre a importância da reforma.
"Está muito longe dos 308 [votos]. Com todo desgaste, a reforma foi demonizada, hoje nós estamos muito longe. Nada que a gente não consiga resolver se ajustarmos a comunicação junto com os deputados e explicar quais são impactos da reforma", disse Maia.
Ele citou uma série de encontros que serão realizados nos próximos dias com deputados da base e especialistas para explicar as mudanças propostas. Maia disse que é preciso esclarecer pontos que, segundo ele, foram alardeados de forma equivocada. "O que está se vendendo: não tem déficit na Previdência, vai tirar dos mais pobres. Tem que explicar que não vai tirar de quem ganha menos", afirmou.
Reforma Ministerial
Um dos temas da entrevista foi a reforma ministerial, que nos últimos dias surgiu no meio político como um requisito para a aprovação da reforma da Previdência. Para Maia, a mudança nos ministérios não traz votos no Congresso.
"Isso [reforma ministerial] não garante voto. O que vai garantir voto é sair da pauta desgastante de nomeações e voltar para a pauta que interessa ao Brasil, a agenda de reformas [...] Não dá voto. O que dá voto é tirar essa agenda de nomeações da frente", afirmou o presidente da Câmara.
A ideia por trás da reforma ministerial é que o presidente Michel Temer deve trocar os comandos dos ministérios para fortalecer a base aliada, atendendo pedidos de partidos que querem uma representação maior no governo.
A única mudança feita até agora foi no Ministério das Cidades. No lugar do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), Temer escolheu Alexandre Baldy (sem partido-GO). O novo ministro é uma indicação de Rodrigo Maia, que, na entrevista à CBN, chamou a decisão de "ótima escolha".
Maia também comentou a possibilidade de o ministro Antonio Imbassahy, do PSDB, responsável pela articulação política do governo com o Congresso, ser substituído. Para o presidente da Câmara, Imbassahy, hoje, não tem diálogo com toda a base aliada. Segundo ele, isso pode ser resolvido com diálogo. Ele disse que não sabe se o ministro, que tem mandato de deputado, vai ficar ou será substituído.
"Da minha parte, o deputado Imbassahy é um amigo e eu não tenho interesse em tratar desse tema [substituição]. Eu acho que a articulação política, o que precisa é que o ministro esteja pronto para o diálogo conosco. O Imbassahy tem hoje diálogo com uma parte da base e não tem com outro. Nada que a gente não resolva com diálogo", disse Maia.
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