Esposa, sogra e militar ajudaram traficante a lavar dinheiro em Alagoas, diz PF
Erik Ferraz era filho um dos seis maiores procurados pela Polícia Federal do Brasil
É da Polícia Federal a informação de que sogra, esposa e cunhados de Erik da Silva Ferraz ajudavam o traficante a lavar dinheiro com compras de bens de luxo em Alagoas. Eles foram presos durante a operação “Duas Faces” deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Militar, na manhã desta quinta-feira (07).
Durante coletiva realizada no final da manhã, na sede da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá, em Maceió, os delegados responsáveis pelas investigações informaram que Erik Ferraz mantinha um patrimônio estimado em R$ 8 milhões, envolvendo casa em condomínio luxoso em Maceió, casa de praia na Barra de São Miguel, lancha, jet ski, BMW no valor de R$ 350 mil e outros bens.
Segundo as investigações, foi apontado que Erik Ferraz era um dos líderes de uma facção criminosa em São Paulo e é filho de um dos seis maiores procurados pela Polícia Federal do Brasil, que está escondido na Bolívia, identificado como "João Cabeludo". "A última notícia é de que ele tenha sido sequestrado, mas a gente tem a suspeita de que ele atua traficando drogas e o filho dele fazia aqui todo o procedimento de lavagem de dinheiro", afirmou o delegado Bernardo Gonçalves.
Durante a operação, na manhã de hoje, foi apreendida a quantia de 500 mil dólares, que pela forma de acondicionamento indica ter origem no exterior, talvez em contas existentes em paraíso fiscal. As investigações irão rastrear a origem do dinheiro e identificar outros envolvidos no esquema criminoso. "É uma operação muito importante, porque atacou o fruto de todas práticas criminosas. O investigado, que tombou nesta data, já tinha condenações diversas por crimes graves, como homicídios, assaltos e tráfico de drogas. Ele é egresso do Sistema Prisional de São Paulo", afirma o delegado Daniel Silvestre.
Confirmação da identidade
A confirmação da identidade de Erik Ferraz se deu através dos trabalhos dos papiloscopistas da Polícia Federal. "Foi feito um laudo e confirmada a identidade falsa iniciou-se um trabalho voltado ao levantamento patrimonial, da materialização da lavagem de dinheiro, dos crimes de falsidade ideólogica e de associação criminosa", disse o delegado da PF Gustavo Viana.
"A gente teve uma dedicação especial neste trabalho por causa da sensibilidade do investigado, pois se ele suspeitasse que estava sendo investigado ou suspeitasse de qualquer ação policial sobre ele, certamente empreenderia fuga e seria muito mais difícil localizá-lo em outro estado", concluiu o delegado.
Militar preso
Um dos cunhados de Erik Ferraz, identificado como Terêncio, também foi preso durante a Operação Duas Faces. Segundo a Polícia Federal, ele é Oficial da Polícia Militar de Alagoas e participava do crime de lavagem de dinheiro, com outros familiares, também detidos.
Um tenente-coronel do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) se pronunciou em defesa do oficial, alegando acreditar que o militar não tem envolvimento com o crime e que não sabia da outra face do acusado, cunhado do militar.
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