Bombeiros localizam 2º corpo nos escombros do prédio que desabou em SP
Equipe de resgate diz que corpo pode ser de uma criança. Gêmeos de 9 anos são procurados na tragédia
O Corpo de Bombeiros encontrou na manhã desta terça-feira (8) um segundo corpo nos escombros do prédio no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo. Segundo informações iniciais, o corpo pode ser de uma criança, e não há indícios de que seja de Ricardo, a primeira vítima encontrada.
“Agora às 6h30, em uma escavação manual, foi localizado o corpo de uma vítima de pequeno porte, podendo ser de uma criança", disse o capitão Palumbo, porta-voz dos Bombeiros. O corpo tem sinais de carbonização.
Ao todo, sete pessoas são procuradas. Entre elas, há duas crianças – os gêmeos Welder e Wender, de 9 anos, filhos de Selma, também considerada desaparecida.
As equipes estão intensificando as buscas no local, porque há indícios de que outras vítimas possam ser encontradas ali. Os trabalhos completaram uma semana nesta terça.
Buscas manuais
Palumbo disse que os bombeiros começaram a trabalhar na noite de segunda (7) na área onde o segundo corpo foi achado. "A própria cadela Sara passou pelo local e ela esboçou grandes indícios, mas o que foi determinante foi a remoção dos escombros de forma selecionada", afirmou.
De acordo com o tenente Guilherme Derrite, houve vazamento de gás natural e a Comgás foi acionada. “No local, estritamente, apenas buscas manuais. O trabalho agora passa a ser feito com muito mais cuidado, um trabalho muito cirúrgico para preservar as partes dessas vítimas e que possa haver exame de confronto para identificar essas vítimas.”
Às 6h50, os bombeiros estenderam uma lona azul durante as buscas aos escombros, próximo à Igreja. Segundo Derrite, "o IML vai analisar os restos mortais para fazer exames comparativos com material genético de parentes dos desaparecidos. Somente após isso é que terão a confirmação de quem é a vítima”.
Mais um desaparecido
Também na manhã desta terça-feira, os bombeiros incluíram mais um homem, de 56 anos, na lista oficial de desaparecidos. Francisco Dantas vivia há um mês no oitavo andar do prédio.
A ex-mulher de Francisco Lima procurou a polícia para informar sobre o seu desaparecimento. “Eu falava com ele todos os dias. O dia que eu não falei foi na terça. Aí eu liguei pra ele, e ele não atendeu mais.”
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