?Ministro Marco Aurélio fala sobre segurança jurídica em época de crise
No último dia do XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a importância do encontro para troca de ideias e reflexões em busca do aperfeiçoamento técnico e humanístico dos magistrados. O ministro abordou o tema “A Segurança Jurídica em Época de Crise”.
“A vida em sociedade pressupõe segurança jurídica, a sociedade não pode ser surpreendida a cada passo. Por que estou dizendo isso? Porque, de início, o Estado tem o monopólio da força e nos conflitos, o Estado é personificado como juiz. Então, nossa responsabilidade é enorme e precisamos perceber a envergadura do cargo ocupado”, destacou.
O ministro Marco Aurélio falou sobre a deficiência dos serviços essenciais que devem ser fornecidos pelo Estado, a fiscalização da imprensa e da sociedade, que faz uso das redes sociais para tornar público os fatos, e o papel dos magistrados na resolução dos conflitos.
“Deve-se atuar com a lei e dentro da lei, porque fora dela não há salvação. O apego maior precisa ser ao arcabouço normativo. Nada mais gratifica o homem do que servir aos seus semelhantes e quando se atua julgando conflitos de interesse, a satisfação é ímpar quanto a ser útil para os cidadãos”.
Marco Aurélio afirmou que durante muito tempo houve uma percepção errônea dos agentes públicos de que os cargos não eram ocupados para servir aos semelhantes, mas para servir àqueles que o ocupavam. “Até pouco tempo prevalecia a impunidade, não se cerceavam algumas práticas porque se sabia que não haveria responsabilização. Era a busca da vantagem pela vantagem, mas estamos avançando”, analisou.
O ministro também falou sobre a importância da Constituição Federal, que garante o acesso à Justiça e que, segundo ele, respalda a existência das liminares. “Quando há ameça a um direito não se pode aguardar. Em época de crise, o Judiciário precisa trabalhar com um binômio: celeridade e conteúdo”, disse.
Por fim, o ministro Marco Aurélio destacou como os magistrados devem conduzir seus trabalhos. “Precisamos atuar com absoluta distância, com pureza da alma, a autoridade do julgador é uma autoridade implícita, não se concebendo que o julgador se coloque numa redoma. Deve tratar os envolvidos no processo de forma respeitosa, devem os gestos retratar bondade, devem ser as palavras, palavras de entendimento tendo em conta os envolvidos nos processos”, disse.
O ministro Antônio Carlos Ferreira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) conduziu o painel, acompanhado da juíza Renata Gil de Alcântara, presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).
Últimas notícias
Homem é preso suspeito invadir e quebrar casa de mulher trans em Palmeira
PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconhece vitória de Lula nas eleições
Homem é levado à delegacia após denúncia de violência doméstica em Arapiraca
Prefeitura de Maceió transfere feriado do Dia do Servidor Público para sexta-feira (30)
Governo federal prorroga subsídio de R$ 2,12 no diesel por mais 30 dias
Guarnição é acionada após policial civil em suposto surto ameaçar vizinhos em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
Após prefeitura repor lâmpada, dono de sucata desafia moradores e arranca braço de poste
