Governo insiste em tese de ‘acordo’, mas caminhoneiros continuam parados
Os órgãos oficiais do Governo Federal continuam tratando a greve dos caminhoneiros como acabada, mas os pontos de paralisação em todo o Brasil apontam na direção contrária e as estradas em todo o território nacional concentra filas de caminhoneiros independentes que se negam a aceitar a proposta da União.
Além de autorizar o uso do exército para desobstruir as vias, o governo também tenta limitar a informação sobre os pontos de paralisação. Em nota divulgada pela Polícia Rodoviária de Alagoas, a assessoria do órgão relata que uma determinação de Brasília orienta que as assessorias regionais estão impedidas de emitir qualquer informação com relação aos bloqueios, seja através de nota, entrevistas e até grupos de whatsapp.
A mesma nota alerta para possíveis problemas no acesso ao site da Agência PRF “em virtude da demanda e da demora nas atualizações.”
Leia nota:
Recebemos uma determinação de Brasilia em que as Assessorias nas regionais estão impedidas de emitir qualquer informação com relação aos bloqueios existentes e os liberados, bem como qualquer outra informação ligada as manifestações, seja através de nota, entrevistas, ou grupos de whastsapp. Tal determinação partiu do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, ficando determinado pelo Ministério que todo e qualquer contato da imprensa deverá ser feito via Assessoria de Comunicação da Presidência e Assessoria de Comunicação da PRF em Brasília.
A atualização dos pontos está sendo feita pela equipe de Brasília e pode ser acessada através do site: Agência PRF. Lembrando que poderá ter problema de acesso em virtude da demanda e demora nas atualizações mas, infelizmente, teremos que seguir o fluxo de informação determinado.
Continuação da greve
Em Alagoas, pontos em Rio Largo, Messias, Maragogi, Água Branca, Maribondo e São Miguel dos Campos apresentam trechos bloqueados ou com imensas filas comprovando a continuidade da greve.
Negociação
A EBC, Agência do Brasil, relata que o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, reiterou que não haverá aumento da carga tributária para compensar medidas firmadas no acordo com os caminhoneiros.
O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha em entrevista coletiva, afirmou ter ainda 557 pontos de paralisação em todo o território nacional, mas o governo fala em "vitória nas negociações" e insiste em dar a greve como encerrada. Enquanto isso, os caminhões seguem parados.
Entre os recuos do Governo para tentar chegar a um acordo: a redução do preço diesel em R$ 0,46 nas bombas pelo prazo de 60 dias e a isenção da cobrança de pedágio dos caminhões que trafegarem com eixo suspenso.
Segundo ele, a carga tributária será redistribuída, e o governo promoverá um movimento compensatório na economia. "Não estamos fazendo um aumento de carga [tributária] ou de impostos", disse Guardia.
O ministro afirmou que o assunto será discutido também com os representantes estaduais. "Sim, contamos com a colaboração dos estados", disse Guardia, referindo-se ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
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