Dodge pede mais 60 dias para investigar Temer, Padilha e Moreira Franco
Manifestação da procuradora-geral concorda com solicitação da PF ao STF em investigação sobre suposto pagamento ilícito de R$ 10 milhões da Odebrecht
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a prorrogação por 60 dias das investigações de um inquérito instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir da delação premiada da Odebrecht contra o presidente Michel Temer(MDB) e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha (MDB), e de Minas e Energia, Moreira Franco (MDB).
Após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que concordou com um pedido da PF por mais prazo para a apuração, caberá ao relator do caso, ministro Edson Fachin, decidir se atende ou não ao pedido para prorrogar as investigações.
O inquérito foi aberto para apurar relatos de delatores da empreiteira sobre suposto pagamento de 10 milhões de reais em doações ilícitas a campanhas do MDB em troca de favorecimento à empresa. O acordo, segundo delatores como o ex-presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, e o ex-diretor de relações institucionais Cláudio Melo Filho, foi firmado durante reunião no Palácio do Jaburu em 2014, quando Temer era vice-presidente e candidato à reeleição na chapa encabeçada por Dilma Rousseff (PT).