PSOL pede ao Supremo para Câmara votar de novo reajuste do Judiciário
Deputado sustenta que Senado alterou projeto que dá 16,38% de aumento
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) entrou com mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal) nesta quinta-feira (8) parabarrar o reajuste salarial dos ministros da corte sem que a Câmara reanalise o tema. O relator do processo será o ministro Ricardo Lewandowski.
Nesta quarta (7), o Senado aprovou o projeto que reajusta em 16,38% o salário dos ministros do Supremo e, por consequência, de todo o Judiciário federal. O salário dos ministros irá dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil, elevando o teto do funcionalismo público como um todo.
O deputado do PSOL argumentou que o projeto do reajuste sofreu uma emenda no Senado que o modificou, e, por isso, precisaria voltar à Câmara antes de seguir para a sanção do presidente Michel Temer. O Senado, porém, enviou a matéria direto para a sanção presidencial.
O projeto foi aprovado na Câmara em 2016. Desde então, ficou parado no Senado. Na Câmara, o texto aprovado dizia que o reajuste seria gradual. O salário iria para R$ 36.713 a partir de junho de 2016 e, depois, para R$ 39.293 a partir de janeiro de 2017.
No Senado, nesta quarta, o texto passou a instituir o salário de R$ 39.293 a partir da entrada da lei em vigor.
“Evidente que a emenda aprovada pelo Senado Federal não é mera emenda de redação, mas sim supressão de dispositivos que altera o mérito da proposição”, escreveram os advogados do deputado.
Eles requerem uma liminar para suspender o envio do projeto para a sanção presidencial a fim de “evitar que se concretize a iminente lesão a direito líquido e certo do autor [o deputado] ao devido processo legislativo”.
Por fim, os advogados pedem que o STF determine a Temer que se abstenha de sancionar a lei e ao Senado que envie o texto para reanálise da Câmara dos Deputados.
O ministro Lewandowski, que vai julgar o pedido, foi o responsável pelo projeto que chegou ao Congresso em 2015 com a proposta de reajustar o salário dos ministros em 16,38%, sob a justificativa de repor perdas acumuladas entre 2009 e 2014. À época, Lewandowski era presidente do Supremo. Ainda não há decisão.
Veja também
Últimas notícias
Com quase oito mil cadastrados, Alagoas é lider no Nordeste em prestadores de serviço no turismo
Subcomandante da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
Saúde em Movimento: Prefeitura de São Sebastião inicia entrega dos primeiros óculos após mais de 600 atendimentos oftalmológicos
Prisão de Vorcaro atrapalha os holofotes de Renan Calheiros no Senado
Luciano Barbosa afasta especulação sobre vice de JHC e prega fidelidade ao MDB dos Calheiros
Daniel Vorcaro falou em ‘quebrar todos os dentes’ de jornalista, revela PF
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
