Inquérito que investigava acusação de estupro contra Feliciano é arquivado
MP pediu para encerrar o caso "por não vislumbrar elementos mínimos para a propositura de ação penal"

O inquérito policial que investigava o deputado Marco Feliciano (Pode-SP) por "crimes de estupro, lesões corporais, sequestro, cárcere privado, ameaça e corrupção de testemunha" foi arquivado pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Brasília, Aimar Neres de Matos, e publicado nesta quinta (13). As acusações partiram da jornalista brasiliense Patrícia Lélis, em 2016.
No processo, que corre em segredo de justiça, o magistrado dá razão ao Ministério Público do Distrito Federal, que pediu para encerrar o caso "por não vislumbrar elementos mínimos para a propositura de ação penal".
Lélis acabou se tornando ré em São Paulo por suposta tentativa de extorsão de um chefe de gabinete de Feliciano, que chegou a ser detido.
Ela fez um boletim de ocorrência afirmando que Talma Bauer a intimidou com uma arma e a manteve em cárcere privado, com a intenção de que ela gravasse vídeos para inocentar o congressista.
Em outra denúncia, que está hoje no Supremo Tribunal Federal, Lélis também acusou o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de ameaçá-la. Ela militou no PSC, partido ao qual o filho do presidente eleito Jair Bolsonaro pertenceu de 2014 a 2018.
Diz a jornalista que, em julho de 2017, após os dois trocarem ofensas públicas, Eduardo foi falar com ela em particular num aplicativo, o Telegram: "Sua otária. Quem você pensa que é? Se falar mais alguma coisa, eu acabo com sua vida".
No Telegram, as mensagens são deletadas assim que a outra pessoa as lê. Lélis, contudo, filmava a tela. "Isso é uma ameaça?", ela reagiu. "Entenda como quiser. Depois reclama que apanho [sic]. Você merece mesmo. Abusada. Tinha que ter apanhado mais para aprender a ficar calada. Mais uma palavra e eu acabo com você. Acabo mais ainda com a sua vida."
Depois de ser denunciado, Eduardo chamou a jornalista de mentirosa ("basta dar um Google e você vai ver os diversos casos de mentira") e lembrou da situação com Feliciano. "Essa moça, Patrícia Lélis, já deveria ter sido interditada."
Procurada pela reportagem, a jornalista afirmou que, "devido às ameaças de morte que eu sempre recebi deles, não moro mais no Brasil".
Questionada sobre quem seriam os autores das supostas ameaças, respondeu pelo WhatsApp: "Meu lado continua sendo o mesmo, não sou louca ou afins como eles dizem, como também não sou a primeira! Apenas fui a primeira a denunciar. Eduardo me ameaçou de morte, pelo menos isso o STF tem levado à frente".
Ela afirma que a futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos, a pastora Damares Alves, sabia do caso e lhe pediu silêncio. A reportagem não conseguiu falar com Damares.
Veja também
Últimas notícias

Prefeita Tia Júlia recebe alta hospitalar em Palmeira dos Índios

Operação integrada fiscaliza embarcações no litoral de Maragogi

Vacinação contra gripe Influenza começa no dia 07 de abril em Penedo

Prefeitura de Palmeira lança edição 2025 do Programa Mais Água Agricultor nesta terça-feira (01)

Taxa de Incêndio do Corpo de Bombeiros é declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal

1ª Copa Arapiraquense de Vôlei será realizada neste final de semana no Clube do Servidor
Vídeos e noticias mais lidas

Alvo da PF por desvio de recursos da merenda, ex-primeira dama concede entrevista como ‘especialista’ em educação

12 mil professores devem receber rateio do Fundeb nesta sexta-feira

Filho de vereador é suspeito de executar jovem durante festa na zona rural de Batalha

Marido e mulher são executados durante caminhada, em Limoeiro de Anadia
