Militares que apoiam Maduro lançam bombas de gás lacrimogêneo contra Guaidó
As bombas de gás lacrimogêneo caíram no leste de Caracas, perto do lugar onde Guaidó está junto de Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular (VP)
As forças de segurança da Venezuela leais ao governo de Nicolás Maduro lançaram nesta terça-feira bombas de gás lacrimogêneo contra o líder opositor Juan Guaidó, que está acompanhado por militares rebelados contra o governo chavista, segundo testemunhas.
Guaidó, que preside o parlamento do país e é reconhecido como presidente interino da Venezuela por diversas nações, disse hoje que as forças militares "deram o passo" para apoiá-lo e a seu plano para retirar Maduro do poder, a quem considera um líder ilegítimo.
As bombas de gás lacrimogêneo caíram no leste de Caracas, perto do lugar onde Guaidó está junto de Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular (VP) e que foi libertado hoje apesar de ter sido condenado a uma sentença de quase 14 anos de prisão.
Os homens armados que apoiam Guaidó devolveram as bombas de gás lacrimogêneo atiradas contra eles e, até agora, não se sabe se alguém ficou ferido.
Guaidó e López estão próximos da base aérea militar de La Carlota, onde o governo dispõe de material bélico e cujas imediações foram tomadas por vários membros das forças de segurança, que bloquearam as vias públicas.
Dezenas de simpatizantes de Guaidó se aproximaram da base após a chamada feita pelo opositor de apoiar a revolta contra Maduro nas ruas.
Por outro lado, o ministro da Defesa do governo Maduro, Vladimir Padrino, disse que os quartéis do país estão funcionando com "normalidade".
"Rejeitamos este movimento golpista que pretende encher o país de violência. Os pseudolíderes políticos que se colocaram à frente deste movimento subversivo, utilizaram tropas e policiais com armas de guerra em uma via pública da cidade para criar rebuliço e terror", disse o ministro no Twitter.
Padrino garantiu que a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) "se mantém firme em defesa da Constituição Nacional e de suas autoridades legítimas".
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