Brasil Pharma convoca assembleia para discutir pedido de falência
Grupos de varejo farmacêutico entro em recuperação judicial em janeiro do ano passado com dívidas de mais de R$ 1 bilhão.
A Brasil Pharma informou na quinta-feira (6) que o conselho de administração aprovou o ajuizamento do pedido de falência da companhia, bem como a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para que os acionistas se manifestem sobre o tema.
Devido a dificuldades enfrentadas recentemente — relacionadas à venda de ativos necessárias dentro do plano de recuperação judicial —, a Brasil Pharma afirma que não “não foi possível obter novos recursos para assegurar o cumprimento das obrigações previstas no plano de recuperação judicial, tampouco vislumbrar perspectivas de continuidade operacional.”
“A administração identificou que a companhia está impossibilitada mesmo de manter o pagamento de honorários advocatícios e de acessar seus sistemas de informática e de controle contábil, o que lhe impossibilita gerenciar suas operações e realizar o pagamento integral da folha salarial de seus colaboradores”, diz trecho do comunicado.
Em janeiro de 2018, a Brasil Pharma apresentou à Justiça um pedido derecuperação judicial com dívidas de mais de R$ 1 bilhão. A proposta foi homologada em novembro de 2018. Desde então, a empresa diz que estava atuando para implementar as medidas de recuperação, que incluíam a venda de ativos e negócios, dentre os quais a rede de drogarias Farmais para a compatibilização de seus passivos, mas que o processo foi “severamente afetado” por fatores e intercorrências.
A empresa destaca, entre outros pontos, o baixo valor arrecadado nos leilões de mercadoria e ativos, a deterioração do valor de mercado dos pontos comerciais, em função de inúmeras ações judiciais para retomada de imóveis e a suspensão do leilão da Farmais, que impediu a venda do ativo mais relevante da companhia, avaliado em cerca de R$ 150 milhões.
No início de março, a Panpharma, uma das maiores distribuidoras do setor farmacêutico, obteve liminar em segunda instância que suspendeu o plano de recuperação da Brasil Pharma.
A Panpharma questionava o formato da venda da BR Pharma ao empresário Paulo Remy, em 2017, e falava em conflito de interesses de sócios do BTG, credores da rede de farmácias criada pelo BTG.
O juizado de segunda instância dediciu avaliar o mérito dos pedidos de liminar dos credores, que alegam que o BTG abusou de seu poder na aprovação do plano da rede.
Últimas notícias
Deputado Fabio Costa denuncia sistema de vigilância de facções para monitorar ação policial em Maceió
Colisão entre carro e moto deixa jovem ferida na AL-110 em Arapiraca
SMTT Arapiraca define operação para garantir segurança no São João
São João Massayó transmite jogo do Brasil e reúne torcida nesta quarta-feira (24)
Guarda Municipal e DMTT coibem cobranças abusivas de flanelinhas no São João Massayó
Caminhão-tanque que explodiu na BR-101 é retirado, mas trecho segue interditado
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Corpo é encontrado em estado de decomposição em Teotônio Vilela
