SP espera mais de 3 milhões de pessoas na Parada LGBT
Considerada maior parada do gênero no mundo, festa deve crescer pouco em relação à edição do ano passado
Considerada a maior do mundo, a Parada LGBT de São Paulo tem expectativa de reunir público superior a 3 milhões de pessoas, segundo a Prefeitura da capital. É o mesmo número de simpatizantes que compareceram na última edição, em 2018. O evento ocorre no próximo domingo, 23.
Um total de 19 trios elétricos, um a mais do que no ano passado, se concentram na Avenida Paulista a partir das 10h e descem a Rua da Consolação até a Praça Roosevelt. Às 19h, um palco montado na Praça da República receberá alguns shows.
"Hoje, a gente não fala mais em números porque não tem mais importância", diz o vice-presidente da associação, Renato Viterbo. "Se tiveremos de voltar para o chão, sem os trios elétricos, sem qualquer motivação, mesmo assim nós estaremos lá porque estamos reivindicando um direito."
Em sua 23ª edição, a parada terá a cantora Melanie C, ex-Spice Girl, como um dos principais nomes do evento. A cantora decidiu participar por iniciativa própria e procurou a organização, segundo a associação responsável pela parada. Entre as demais apresentações estão confirmadas Aretuza Lovi, Gloria Groove, Iza, Lexa, Luiza Sonza e MC Pocahontas.
Melanie C também estará em uma festa destinada à arrecadação de verbas da Associação da Parada do Orgulho LGBT, na sexta, 21, no clube Áudio.
Impacto
A expectativa da Prefeitura é que a Parada LGBT movimente pouco mais de R$ 288 milhões, valor estimado no ano passado. O investimento da gestão Bruno Covas é de R$ 1,8 milhão, que banca itens de infraestrutura como trios elétricos e as grades de segurança.
A Prefeitura também contratará 340 seguranças particulares para o evento. Segundo o prefeito Bruno Covas, além deles haverá 300 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), com o apoio de 60 viaturas, e 80 bombeiros civis. O governo estadual não divulgou qual será o efetivo de policiais militares dedicados ao evento.
A edição de 2019 também comemora 50 anos da revolta de Stonewall. Na ocasião, um grupo de gays, lésbicas, travestis e transexuais enfrentou autoridades após uma batida policial no hotel Stonewall Inn em Nova York, nos Estados Unidos. O levante, em junho de 1969, durou três dias e inspirou uma onda de protestos no país.
"Infelizmente, nada mais atual lembrar os 50 anos de Stonewall, exemplo de força, resistência, luta de direitos e respeito, em um ano em que a gente vê diretor de banco ser demitido porque contrata atores da comunidade LGBTI", disse o prefeito Bruno Covas, em referência a uma peça publicitária do Banco do Brasil, vetada pelo governo federal. "A Prefeitura participa, ajuda e colabora com a organização, com as mais variadas secretarias, pois é obrigação do poder público não apenas proteger, mas também celebrar a nossa diversidade."
Veja também
Últimas notícias
Justiça italiana autoriza extradição de ex-deputada Carla Zambelli
Esquilos são flagrados “fumando” vapes em parque e cena viraliza
Saiba quais trechos de rodovias estaduais foram federalizados em Alagoas
Thais Carla “estranha” mudança no corpo após emagrecer 90 kg
Real Madrid operou Mbappé errado? Entenda meme que viralizou nas redes
Filiação de Gaspar ao PL confirma plano vazado em anotações de Flávio Bolsonaro
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
