Mulher é morta a tiros após suspeito chamar bolo de 'porcaria'
Discussão em festa junina começou depois que o autor do disparo disse que o bolo feito pela vítima estava uma ‘porcaria’
A dona de casa Vanderléia Inácio dos Santos, de 25 anos, foi morta com três tiros na frente dos filhos pequenos após uma discussão durante uma festa junina em Sete Barras, no interior de São Paulo. O suspeito, de 47 anos, sacou o revólver e efetuou disparos contra a mulher após uma briga por um pedaço de bolo.
Em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (21), o auxiliar serviços gerais Nelson Gonçalves, de 46 anos, cunhado da vítima, contou que tudo começou depois que Vanderléia ofereceu um pedaço de bolo à esposa do criminoso, durante uma festa no bairro Onça Parda, onde mora a família, no último domingo (16).
Ele conta o bolo tinha sido preparado por Vanderléia e o suspeito começou a fazer críticas e, em seguida, começou a xingá-la. "Ele falou para a esposa ‘não come essa porcaria que eu compro coisa melhor para você’".
Eles iniciaram uma discussão, até que o suspeito sacou um revólver. Em seguida, ele saiu da festa em direção ao carro. A vítima foi atrás dele e acabou baleada. "Ele deu o primeiro tiro no peito e ela caiu. Depois ele deu um tiro dentro da boca. O terceiro foi na testa. Depois ele pegou ela, jogou pelo braço e falou ‘toma o lixo de vocês’", afirma
Vanderléia não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. Ela deixa quatro filhos, sendo uma menina 6 anos e três meninos, um de 8, outro de 4 anos e um bebê de 10 meses. Os filhos maiores viram toda a cena. O cunhado conta que a menina ainda viu de perto porque ela havia corrido atrás da mãe pouco antes de ela ser baleada.
"A gente não tinha nenhum contato com ele. Ele veio do Rio Grande do Sul para tomar conta de uma fazenda da região, mas era mal falado. Chegou na cidade há uns dois anos. Ele tomava conta de uma fazenda a 3 km do crime".
O suspeito fugiu e só se apresentou à polícia nesta quinta-feira (20). O cunhado de Vanderléia conta que a família está revoltada porque ele foi liberado em seguida. "Ele nem chegou a ser preso. Ele saiu pela porta da frente [da delegacia] no mesmo dia em que se apresentou à polícia. Queremos que ele responda por feminicídio".
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o crime foi registrado como homicídio qualificado na Delegacia de Polícia de Sete Barras. Procurada pelo G1, a polícia civil informou que o suspeito se apresentou espontaneamente, mas foi liberado porque não havia mandado de prisão contra ele. O caso segue sob investigação.
O G1 tentou contato com a defesa do suspeito, mas não conseguiu retorno até a última atualização desta reportagem.
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