Praças promovem ato em Maceió contra despromoção na Polícia Militar
Manifestação acontece na terça (10), a partir das 14h, na frente do Quartel Geral
Os praças da Polícia Militar estão articulando uma manifestação, nesta terça-feira (10) contra a decisão do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas Tutmés Airan em manter a despromoção dos policiais militares. O ato está sendo organizado pela Associação dos Praças (Aspra), que no local irá recolher assinaturas para um documento que será encaminhado para a Assembleia Legislativa, pedindo apoio dos deputados à causa.
De acordo com o presidente da Aspra, sargento Wagner Simas, a promoção fez com que muitos colegas de farda obtivessem financiamentos de imóveis e de veículos que, com a despromoção e a consequente redução dos salários não estão conseguindo pagar as parcelas. Isso estaria agravando quadros de depressão em alguns militares.
"Diante de tudo isso, tudo o que o presidente do TJ diz para a gente é: 'lamento'. Não era essa a resposta que esperávamos dele", afirmou, em entrevista a uma emissora de rádio, se referindo ao desembargador Tutmés Airan.
Sargento Simas afirma que a decisão monocrática do presidente do TJ antecipou a decisão do pleno sobre o recurso ajuizado pela categoria que tenta revertar a despromoção dos militares. "O presidente disse que essa medida era necessária para dar um 'freio de arrumação', mas se tem alguma coisa desarrumada, não fomos nós, praças, os responsáveis. Essa desarrumação vem sendo provocada porque os destores da corporação não vinham aplicando o curso regular da carreira. Nas decisões proferidas para praças e oficiais, o próprio judiciário declinou que houve omissão do Estado em não aplicar o fluxo regular da carreuira. E como é que hoje acata o pedido do Estado?", declarou.
Para o presidente da Aspra, o Tribunal de Justiça que no passado deu ganho de causa possibilitando a promoção de vários militares, mudou de opinião sobre o assunto e chegou a tirar as prerrogativas do Juizado Militar, que julgava esse tipo de ação.
"Não tem como entender como o tribunal tira a prerrogativa de um juizado que ele próprio concedeu três anos atrás. Quem está sendo incompetente neste jogo não sou eu, praça, que busquei o meu direito na esfera judicial, uma vez que a administrativa não estava cumprindo o fluxo regular da carreira. argumentou, dizendo ainda que mesmo depois da decisão monocrática do desembargador Tutmés Airan pela despromoção dos militares, o Tribunal de Justiça concedeu promoção de um sargento para primeiro tenente. "Isso não é dar um freio de arumação", completou.
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