Manifestantes derrubam estátua de Hugo Chávez na Bolívia
A estátua tinha sido inaugurada em 2013 pelo presidente boliviano
Opositores do presidente da Bolívia, Evo Morales, foram às ruas em protesto e derrubaram uma estátua de Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela, na noite desta segunda-feira, em Riberalta (922 km de La Paz), no norte do país.
De acordo com informações do site El Nacional, os manifestantes amarraram uma corda no "pescoço" da estátua e a puxaram para baixo até conseguir derruba-la. Depois, cortaram seus pés com serras elétricas. "Viva a Bolívia!", gritavam as pessoas enquanto a figura de Chávez despencava.
A estátua tinha sido inaugurada em 2013 pelo presidente boliviano. Vídeos da derrubada foram compartilhados em redes sociais.
Contagem de votos é motivo de tensão
A noite de ontem foi de violência nas ruas após a divulgação de resultados parciais das eleições nacionais no país. A contagem de votos foi interrompida depois disso.
Com 83,7% dos votos apurados, Morales - à frente do Partido para o Movimento Socialismo (MAS) - liderava o pleito (45,28%) contra Carlos Mesa (38,16%). Este, que governou a Bolívia entre 2003 e 2005, concorre pela aliança do centro de Ciudadana (CC).
Na Bolívia, a lei eleitoral determina que vence a eleição o candidato que obtiver ao menos 50% dos votos ou que tiver 40% e dez pontos de vantagem sobre o segundo. Se as porcentagens não forem alcançadas, os candidatos vão ao segundo turno. O candidato da oposição acusa o órgão eleitoral de ocultar resultados e pede uma mobilização nacional. O governo, por outro lado, pede para que se aguarde o cálculo oficial. O partido no poder insiste que o voto rural lhe dará a vitória, enquanto a oposição se mobiliza em meio a alegações de fraude.
Ao grito de "Evo, você perdeu! Que parte você não entendeu? ", Mesa foi recebido ontem no Real Plaza Hotel, na capital, onde repudiou a interrupção do escrutínio. Por esse motivo, pediu que seus eleitores protestem em frente ao centro de informática do órgão eleitoral, por mais transparência nos dados. A contagem preliminar dos votos foi interrompida no domingo (20), o que levou a queixas de interferência nos resultados. O órgão eleitoral indicou que a contagem final será entregue em sete dias.
"O que eles tentam fazer com essa manipulação de votos é bloquear o segundo turno. E como candidato que irá para o segundo turno com Morales, apelo à mobilização popular em todos os tribunais eleitorais," disse Mesa. O partido no poder, por meio dos ministros da Comunicação, Manuel Canelas, e Relações Exteriores, Diego Pary, manifestaram-se sobre os resultados parciais. "Há 17% que precisam ser contabilizados e será prudente que a contagem oficial seja concluída. Deve-se lembrar que, em grande parte, os números da área rural levam tempo para chegar", disse Pary, que depositou sua esperança na vitória em primeiro turno do partido do governo.
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