Morte de ex-PM é pior que da menina Ágatha, diz advogado de Flávio Bolsonaro
O ex-policial Adriano da Nóbrega era investigado por se relacionar e integrar a milícia no Rio de Janeiro
O advogado do presidente Jair Bolsonaro e de seu filho senador Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, disse que a morte do ex-policial militar Adriano da Nóbrega é “muitíssimo mais grave” do que o assassinato de Ágatha Félix, de 8 anos.
“A vida humana é preciosa e ninguém vale mais do que ninguém. Mas o que estou dizendo é que é absolutamente impossível e incomparável uma cena de perseguição policial em favela carioca e troca de tiro com uma situação de uma diligência com autorização e participação do governo da Bahia”, disse em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo divulgada nesta 4ª feira (19.fev.2020).
A menina Ágatha foi morta por 1 tiro de 1 PM no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado. O episódio ganhou repercussão nacional.
O ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Adriano Magalhães de Nóbrega (1977-2020) era acusado de praticar diferentes atividades ilegais. Ele agia mantendo relações com a milícia do Rio, segundo investigações em curso, com o jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e até contratação profissional de homicídios. Nenhuma dessas acusações, entretanto, ainda havia sido comprovada quando o PM foi morto depois de uma troca de tiros com policiais militares na zona rural de Esplanada, na Bahia, em 9 de fevereiro de 2020.
Wassef defendeu a federalização da investigação sobre a morte do ex-policial militar e quer que o Ministério da Justiça seja acionado no caso. De acordo com ele, Adriano era inocente e foi brutalmente torturado e assassinado.
Nesta 3ª feira (18.fev.2020), a Justiça autorizou a realização de uma nova perícia no corpo de Adriano.
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