Professoras transformam vida de alunas da rede estadual por meio da ginástica rítmica
Selma Pimentel e Sandra Lessa fazem do esporte uma ferramenta para transformar vidas de jovens da periferia de Maceió
Elas primam pela beleza e graciosidade. Elas cobram comprometimento e disciplina. Elas transformam a vida de dezenas de alunas da rede estadual de ensino por meio do esporte. Esta é a trajetória de Sandra Lessa e Selma Pimentel, professoras que usam a dança e a ginástica rítmica para oportunizar uma nova visão de mundo para jovens da periferia.
Selma é professora nas escolas estaduais Noel Nutels, no Jacintinho, e Salete de Gusmão, no Osman Loureiro. A Educação Física, uma paixão que herdou da mãe Maria do Carmo e que compartilha com o irmão Sidney, o filho Pedro Oscar e o esposo Rodrigo, tomou forma na ginástica rítmica, modalidade que traz em sua essência a outra paixão de Selma, a dança. Tanto que ela divide seu tempo entre as escolas, sua academia e o Projeto Dançar para a Vida.
Transformando vidas - Em uma trajetória de mais de 25 anos, já revelou diversos talentos. Um deles, João Paulo, aluno da Escola Noel Nutels, chegou a ser finalista em processo de seleção para o Ballet Bolshoi em Santa Catarina. “Para mim, é gratificante oportunizar este contato com o ballet e a ginástica rítmica para meninos e meninas e mostrar seus talentos. Por meio do esporte, eles trilham um caminho que os afasta de coisas negativas.
Já Sandra Lessa atua com ginástica rítmica na Escola Alfredo Gaspar desde 2006 e, de lá para cá, tornou-se não só uma referência na prática esportiva da escola – já chegou até a comandar o time de futsal – mas também uma figura materna para as suas alunas.
“Trabalhamos com meninas que são carentes e ter a oportunidade de incluí-las por meio deste contexto tão rico da ginástica rítmica é gratificante. Procuramos dar o nosso melhor, ensinar valores e mostrar que, por meio do estudo, terão seu lugar na sociedade. Elas são como filhas para mim”, declara Sandra.
Inspiração - As alunas também falam sobre como Sandra e Selma as inspiram não só no esporte, mas também para a vida. “A professora Sandra é a melhor professora que já tive na minha vida. Ela é exigente, mas faz tudo por nós, é uma segunda mãe”, resume Dyenifer Santos, aluna da Escola Alfredo Gaspar de Mendonça, que, há cinco anos, faz o esporte.
Sandrine Lima Bezerra, da Escola Estadual Salete de Gusmão, tem sentimento similar em relação à professora Selma. “Ela é não é só uma professora, mas também uma mãe, porque quando a gente precisa ela ajuda e faz tudo para a gente participar de competições, festivais. Ela é uma pessoa que vai marcar a minha vida para sempre”, frisa a garota.
As diretoras das escolas Alfredo Gaspar de Mendonça e Salete de Gusmão também não poupam elogios às duas educadoras. “Selma é uma referência em nosso estado e faz um trabalho belíssimo com nossas alunas aqui no Salete de Gusmão”, fala Betânia Alves, diretora da Escola Estadual Salete de Gusmão.
Para Daniela Raposo, diretora da Escola Estadual Alfredo Gaspar, Sandra tem uma trajetória marcante na história da unidade de ensino do Eustáquio Gomes. “Ela trabalhou com diversas meninas, transformando suas vidas e oportunizando-lhes experiências únicas. Ela nunca mediu esforços pelas suas pupilas e é um exemplo de mulher guerreira, inspiração para várias alunas”, ressalta a gestora.
Veja também
Últimas notícias
Mais de 5 mil pessoas fazem festa para receber Renan Filho em Olho d’Água das Flores
Homem é baleado durante tentativa de homicídio em Colônia Leopoldina
Suspeito de homicídio é preso com arma usada no crime em Colônia Leopoldina
Rodrigo Teaser relata veto a música de Michael Jackson durante gravação no SBT
Rafael Brito conquista avanço histórico: Senado aprova projeto que fortalece a formação de futuros professores
Trump diz que carne importada dos EUA virá sobretudo de Brasil e Argentina
Vídeos e noticias mais lidas
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
