Ficar em casa e lavar as mãos são as condutas ideais para evitar a Covid-19
Orientação é da infectologista do Hospital Geral do Estado, Angélica Novaes
Pelo ar ou pelo contato. É assim que o novo coronavírus pode ser transmitido de pessoa em pessoa. Ficar em casa, isolado, é a melhor solução para quem deseja preservar a saúde da família e de toda a comunidade. Ir aos supermercados, hospitais ou qualquer outro ambiente com grande fluxo de pessoas não é a melhor ideia, se não há necessidade. E na falta de álcool em gel, a infectologista do Hospital Geral do Estado (HGE), Angélica Novaes, garante ser seguro lavar frequentemente as mãos com água e sabão, ao invés de se submeter a filas e esbarrões acidentais na busca pelo produto.
“O risco é invisível. Não precisa você presenciar um espirro ou tosse para concluir que pode ser contaminado com a Covid-19. As gotículas de saliva expelidas por um doente nas falas são postas para o ambiente e se fixam em objetos, que pode ser um balcão, uma mesa, um carrinho de supermercado, uma cadeira, um corrimão, um produto, entre outros. E muitas vezes o doente pode nem saber que está infectado. É por isso que é importante não sairmos de casa, pois no decorrer dos dias, sem os deslocamentos, vamos percebendo quem passou a apresentar os sintomas e os vírus expelidos morrem naturalmente nos objetos”, justificou a médica.
A infecção acontece quando temos contato com o vírus e levamos até nossos olhos, nariz ou boca. Ele pode permanecer em superfícies lisas, como vidro ou plástico, por alguns dias. A partir do contágio, a Covid-19 pode se manifestar, em média, após sete dias, mas dados preliminares também sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Ou seja, é por tudo isso que esse vírus é tão contagioso e devem-se evitar ambientes com aglomeração de pessoas.
Ficando em casa, o Ministério da Saúde recomenda: o não compartilhamento de copos, talheres e objetos de uso pessoal; a preferência por ambientes arejados, diminuindo o uso de ventilação artificial; a desinfecção frequente de objetos e superfícies tocados com a utilização de álcool, desinfetante ou detergente; a limpeza das mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos (pode utilizar álcool em gel ou desinfetante para mãos à base de álcool), esfregando bem a palma, o dorso e as regiões entre os dedos; utilizar lenço de papel descartável para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar; e evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
OMS
“O coronavírus é da família de vírus que pode resultar em infecções respiratórias que vão desde um resfriado até síndromes respiratórias mais severas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 5% dos pacientes pode ter o agravamento do quadro, quando ligado a doenças crônicas, apresentando sérias dificuldades para respirar.
No início de março, a taxa de letalidade era de 3,5%, mas o Ministério da Saúde suspeita que pode ser ainda menor, já que pode ter existido subnotificação dos casos no exterior. Os públicos mais vulneráveis são idosos e pessoas com o sistema imunológico debilitado”, explicou a infectologista do HGE.
Apesar dos avanços nas pesquisas, ainda não há medicamento, substância, vitamina, alimento ou vacina que possa prevenir a infecção do SARCS-Cov-2. As máscaras devem ser reservadas ao doente ou a quem teve contato com algum infectado, para que não venha a contaminar outras pessoas, e profissionais da saúde que atuam em unidades que possam atender possíveis casos suspeitos. Após expirar a validade, a orientação é descartar a máscara em local adequado e, mais uma vez, lavar as mãos com água e sabão.
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