Servidores do DER são presos suspeitos de vender veículos apreendidos
Prisão ocorreu na tarde desta quarta-feira (15)
Uma operação da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC), da Polícia Civil, coordenada pelos delegados Gustavo Henrique e Jose Carlos, desarticulou uma organização criminosa responsável por um esquema de desvios de veículos apreendidos no depósito do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER/AL), na tarde desta quarta-feira (15).
Ao todo, foram presas quatro pessoas, dentre as quais dois servidores do DER, sendo o chefe do depósito de veículos apreendidos, e, o outro, porteiro/segurança do local. Até o momento, sete motos foram recuperadas.
“O esquema funcionava basicamente da seguinte da forma: os servidores do órgão escolhiam os veículos que entendiam ser aqueles com maior dificuldade de resgate pelos proprietários e repassavam as informações para a outra parte do grupo responsável pela falsificação dos CRVs e quitação dos débitos dos veículos apreendidos, por meio de guias falsas de liberação. Após a retirada dos automóveis, facilitada pelos mesmos funcionários do DER/AL, estes eram repassados a outro integrante do grupo responsável pela comercialização deles”, disse o delegado Gustavo Henrique, coordenador da DEIC.
“Apurou-se, ainda, que os servidores do DER recebiam a quantia de R$ 500,00 por motocicleta desviada. Eles confessaram que desviaram 25 veículos, mas é possível que a quantidade seja bem superior, pois, no mínimo, o esquema criminoso funcionava há cerca de seis meses”, acrescentou a autoridade policial.
De acordo com o delegado Gustavo Henrique, os desvios e vendas das motocicletas com documentos falsos ocorriam sem o conhecimento da direção do Órgão e dos proprietários dos veículos. “Destaca-se, ainda, que, mesmo com o órgão parado por conta da pandemia do coronaviris, o esquema continuava, inclusive a deflagração da operação se deu quando três motocicletas eram retiradas do pátio do depósito e os servidores do DER envolvidos tinham acabado de receber a quantia de R$ 1.500,00”, enfatizou o coordenador da DEIC.
Apos as diligências, os presos e materiais apreendidos – motocicletas, dinheiro e documentos falsificados – foram levados para a sede da DEIC, em Maceió, para a adoção dos procedimentos legais cabíveis, lavrados pelo delegado José Carlos, segundo o qual os infratores irão responder, a princípio, pelos crimes de peculato, falsidade documental e Organização Criminosa.
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