Saraiva deve devolver metade de seu estoque a editoras, decide Justiça
Justiça deu 60 dias para a Saraiva apresentar um aditivo a seu plano de recuperação
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Saraiva vai ter que devolver metade dos livros em seus estoques a editoras, decidiu o juiz Paulo Furtado, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, nesta segunda-feira (27). Ele decidiu atender ao pedido de um grupo de 21 editoras, que pediram seus livros de volta.
A Justiça resolveu que a rede de livrarias deve devolver 50% dos livros que estejam tanto no seu estoque central, em Cajamar (SP), quanto em suas lojas físicas –o que representa quase um milhão de exemplares em posse da empresa.
Entre as editoras que pediram seus livros de volta, estão as maiores casas do país como Companhia das Letras, Sextante, Intrínseca, Planeta, Ediouro, Globo Livros e Record, entre outras.
A Saraiva tentou evitar a decisão, argumentando que a devolução representaria uma sentença de morte para a empresa, uma vez que os livros consignados representam 75% do que a rede de livrarias tem em estoque. Uma retirada abrupta, de acordo com a empresa, impediria seu funcionamento.
Com a pandemia do novo coronavírus, a rede fechou suas lojas físicas, que representavam 89% do seu faturamento. Diante disso, o juiz argumenta que, já que os livros não podem ser vendidos - e as vendas online não devam compensar a perda -, é preciso que as editoras os recebam de volta.
"Não se está levando a Saraiva a uma situação falimentar, mas sim impedindo que as editoras também não sejam arrastadas à falência, o que levaria a uma crise maior ainda", escreveu o juiz em sua decisão.Mas a Justiça também deu uma decisão favorável à Saraiva. Há três semanas, a empresa disse que, diante da crise, não teria como honrar seu plano de recuperação judicial - por isso, pediu 90 dias para apresentar um novo acordo a seus credores.
O juiz reconheceu que, como a situação é grave, a rede de livrarias precisa de alguma oportunidade para reconstruir seu plano, mas é importante permitir que as editoras também possam atenuar os efeitos da crise.
Por isso, ele deu 60 dias para a Saraiva apresentar um aditivo a seu plano de recuperação. Mas alerta que pode reverter a decisão em dez dias - já que, no mês de surgimento da pandemia, antes do fechamento do varejo portanto, a rede já havia deixado de pagar alguns de seus credores. A Justiça vai avaliar se a falta de pagamento foi injustificada.
Veja também
Últimas notícias
Núcleo de Línguas Estrangeiras amplia vagas com novas turmas de inglês
Câmeras flagram motociclista tentando frear antes de colisão fatal em Arapiraca
Polícia Militar apreende armas, cocaína, maconha, crack e lança perfume
Dívida ligada ao tráfico pode ter motivado homicídio dentro de mercadinho em Maragogi
Irmãos são presos suspeitos de executar comerciante e roubar carga de frangos
Arsal aprova novas regras para concessão da Tarifa Social de Água e Esgoto em AL
Vídeos e noticias mais lidas
Governo de Alagoas inicia cobrança pelo uso de água de rios e poços no estado
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
[Vídeo] Polícia Civil divulga imagens da perseguição ao Guarda Municipal morto em Teotônio Vilela
Morador de Arapiraca está no interior de SP e quer voltar para Alagoas
