Em AL, 1% da população ganha 22 vezes mais que os 50% mais pobres
Ganho médio mensal de 1% da população com a renda mais alta era de R$ 14.883
Em 2019, a fatia do 1% da população que ganha mais teve um rendimento médio mensal de R$ 14.883 em Alagoas, correspondendo a quase 22 vezes o dos 50% da população que ganha menos (R$ 677). O resultado de Alagoas para essa relação foi o melhor entre os estados do nordeste. Se a média regional ficou em 35,7 vezes, no Ceará, por exemplo, chegou a atingir a marca de 42,7 vezes. No Brasil, o resultado foi de 33,7.
Os dados acima foram extraídos do módulo “Rendimento de todas as fontes” da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), e foram divulgados nesta quarta-feira (06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Pnad Contínua investiga, regularmente, informações sobre os rendimentos provenientes de todos os trabalhos e de outras fontes não oriundas do trabalho das pessoas residentes no Brasil.
Em Alagoas, homens ganham 13% a mais que as mulheres
A pesquisa apontou que cerca de um milhão de pessoas com idade para trabalhar estavam ocupadas em Alagoas no ano passado. Desse total, os homens correspondiam a 59,9% e as mulheres, 40,1%.
Em relação aos rendimentos, os dados apontaram que o rendimento médio mensal dos homens foi 13% maior que o das mulheres. Enquanto eles ganharam R$ 1.563 para todos os trabalhos, elas auferiram R$ 1.382. No Brasil, a diferença chegou a quase 30%.
Brancos recebem 40% a mais que pardos
As diferenças também foram percebidas no critério cor ou raça. Os brancos representaram 25,6% da população ocupada, enquanto os pardos eram 66,7% e os pretos, 6,5%. Contudo, o rendimento médio mensal das pessoas brancas (R$ 1.872) foi 40% maior que o dos pardos (R$ 1.330) e 10,1% maior que o das pessoas pretas (R$ 1.699).
Nível superior assegura rendimento quatro vezes maior
Em relação à instrução, a pesquisa revelou que, quanto maior o grau de escolaridade, maior o rendimento.
Em Alagoas, o rendimento médio mensal das pessoas que não possuíam instrução foi de R$ 846 no ano passado, valor abaixo do salário mínimo (R$ 998 na ocasião). Já os trabalhadores com ensino superior completo ganharam R$ 3.354, quase quatro vezes mais. A diferença também foi grande em relação aos que tinham ensino superior incompleto ou equivalente (R$ 1.686), sendo quase duas vezes maior.
Desde o início da série histórica, o estudo apontou a maior escolarização do trabalhador brasileiro no estado alagoano e no país. O percentual dos trabalhadores com ensino superior na população ocupada representava 10,1% em 2012 e passou para 16,1% em 2019. Na outra ponta, houve redução dos trabalhadores sem instrução (8,6% para 5%) e do ensino fundamental incompleto ou equivalente (35,7% para 31,5%).
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