Renda mínima só com mais imposto, diz Mansueto Almeida
Criação de novos programas sociais poderá exigir aumento de impostos
Osecretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse ontem que a prorrogação do auxílio emergencial terá um custo extra de pelo menos R$ 100 bilhões. O secretário, que deixará o cargo no próximo mês, afirmou ainda que a criação de novos programas sociais (como renda mínima) poderá exigir aumento de impostos no futuro.
Mansueto confirmou que o governo avalia o pagamento de mais duas parcelas de R$ 600 ou o pagamento de mais parcelas, com redução escalonada de valor - como anunciado semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro.
Em ambas os casos, o custo seria o mesmo, levando a projeção de déficit nas contas públicas deste ano para mais de R$ 800 bilhões. "A renovação de auxílio emergencial pode levar o déficit primário a 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB), com um déficit nominal de 15% do PIB, no nível dos Estados Unidos", disse ele.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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