Programa Primeira Infância Cidadã completa um ano de atuação em Maceió
Ações são executadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social
O Programa Criança Feliz, intitulado em Maceió Programa Primeira Infância Cidadã (PPIC), completa, nesta quarta-feira (05), um ano de atuação na capital alagoana. A iniciativa da Governo Federal e executada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) tem o objetivo de apoiar e acompanhar o desenvolvimento infantil integral na Primeira Infância (crianças de 0 a 6 anos) e facilitar o acesso da gestante, das crianças e de suas famílias às políticas e aos serviços públicos que necessitam. O Programa foi implantado na gestão do vice-prefeito Marcelo Palmeira à frente da Semas.
O Programa se desenvolve por meio de visitas domiciliares com ações de Saúde, Educação, Assistência Social, Cultura e Direitos Humanos. O público-alvo é composto por crianças de até 3 anos e suas famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, crianças de até 6 anos beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e suas famílias, e crianças de até 6 anos afastadas do convívio familiar em razão da aplicação de medida de proteção que residem no bairros do Vergel do Lago, Bom Parto, Trapiche, Ponta Grossa, Cruz das Almas, Jacarecica, São Jorge, Jacintinho e Benedito Bentes.
Segundo o secretário de Assistência Social, Henrique Alves Pinto, o Programa Primeira Infância Cidadã veio para somar com serviços já ofertados pela Semas. “A implantação em Maceió foi muito importante, porque a atenção a crianças e gestantes, que residem em áreas de maior vulnerabilidade social, aumentou e hoje já estamos colhendo resultados positivos”, destacou o gestor.
De acordo com a coordenadora do Programa, Wellida Santos, de setembro de 2019 a maio de 2020, o Primeira Infância Cidadã visitou 8.072 usuários, sendo 6.901 crianças de 0 a 3 anos, 85 crianças de 3 a 6 anos beneficiárias do BPC e 1.088 gestantes.
“O Programa desenvolve um trabalho social com as famílias nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) Área Lagunar, Bela Vista e Selma Bandeira, identificando demandas e realizando articulações com a rede intersetorial para a garantia de acesso a serviços e direitos e redução de desigualdades. Durante as visitas domiciliares são considerados o contexto familiar e as necessidades e potencialidades das famílias, para dar suporte e fortalecer a função protetiva e possibilitar o enfrentamento de vulnerabilidades”, explicou Wellida.
Os visitadores planejam atividades lúdicas que são desenvolvidas pelos cuidadores com suas crianças, considerando sempre a faixa etária, a existência de alguma deficiência e o grau de dificuldade da criança. Nesse primeiro ano, foram realizadas 27.936 visitas domiciliares.
A visitadora Laís Viana, do Cras Área Lagunar, falou uma pouco da relação com as famílias assistidas. “O Primeira Infância Cidadã tem mostrado sua importância ao longo deste um ano de existência, através da reafirmação da família como principal referência e fonte de aprendizado”, observou.

“O estímulo semanal feito durante as visitas serve como ferramenta e ajuda a superar algumas das barreiras impostas pela vulnerabilidade social, que prejudicam o desenvolvimento infantil. O Programa tem esse papel importante de auxiliar as gestantes que muitas vezes têm dúvidas a respeito da gestação e necessitam de informações na área de Saúde. Como visitadora ser facilitadora desse processo e observar o desenvolvimento da criança ao longo das atividades é muito gratificante”, acrescentou Laís.
Gisele, de 28 anos, é a mãe da Sara Sofia e do Pedro Henrique. Ela destaca a importância do Programa. “Só benefícios foram trazidos para minha casa e melhorias no desenvolvimento dos meus filhos. Eu não conhecia o Programa. Quando estava grávida de sete meses, a Rita, que é visitadora, me falou que eu podia participar e aceitei. Também durante a pandemia, não ficamos esquecidos. Todas as dúvidas foram esclarecidas e continuamos tendo atendimento. Eu só tenho que agradecer pelo acompanhamento e oportunidade de fazer parte do Primeira Infância Cidadã”, relatou a beneficiária.

A supervisora do PPIC do Mabel Freire falou da sua experiência no primeiro ano do Programa. “Para mim tem sido muito gratificante fazer parte desta iniciativa, acompanhar as gestantes, ver a integração da mãe com o bebê e acompanhar também as crianças. O Criança Feliz tem acrescido muito na vida dessas famílias e o resultado do trabalho de todos os profissionais tem feito jus ao nome do Programa, visto que nós cada vez mais vemos e fazemos mais crianças felizes”, disse.
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