Com crimes do final de semana, 14 moradores de rua foram mortos em Maceió
Levantamento é feito pelo Movimento da População de Rua em Alagoas
Com os dois assassinatos de pessoas em situação de rua que ocorreram no final de semana, o Movimento Nacional da População de Rua (MNPRV/AL) em Alagoas registrou 14 mortes em Maceió neste ano.
Ao 7Segundos, o coordenador do MNPRV/AL, Rafael Machado, informou que o Movimento irá acompanhar, de perto, as investigações dos crimes. De acordo com a Polícia Civil de Alagoas, ambos serão apurados pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Um dos casos é o assassinato de Adriano Barbosa, no bairro da Levada. No domingo (04), ele foi encontrado morto com marcas de perfurações no abdômen e na cabeça, próximo ao terminal do Mercado da Produção.
A outra vítima é um homem que não teve identidade revelada pela Polícia Militar (PM/AL) e foi assassinado a tiros no sábado (03). De acordo com o relatório do Centro Integrado de Segurança Pública (Ciosp), uma enteada teria informado aos policiais que ele era usuário de drogas.
O relatório trouxe ainda que uma consulta realizada pela PM/AL revelou que a vítima tinha passagens por porte ilegal de arma e tráfico de drogas no município de Piaçabuçu, Litoral Sul de Alagoas. O Movimento da População de Rua tenta conseguir a identidade do homem.
Rafael Machado questiona o fato de que os crimes contra pessoas em situação de rua sempre são ligados pelas polícias ao tráfico de drogas. Há dois meses, o companheiro de Rafael, também morador em situação rua, foi assassinado. O caso de Thiago Rogério também é investigado pela DHPP.
“Sempre os crimes são ligados ao tráfico e uso de drogas, mas por que isso? Até quando isso vai permanecer? É pela falta de compromisso do Estado em investir em políticas públicas e sociais para essas pessoas que estão em situação de rua”, afirma.
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