Conheça os cuidados que precisam ser tomados com carros movidos a GNV
Engenheiro mecânico conversou com o 7Segundos sobre o assunto
Na segunda-feira, as imagens da explosão de um carro durante o abastecimento com gás natural veicular (GNV), em posto de combustíveis na Avenida Gustavo Paiva, em Maceió, chocaram os alagoanos.
Ninguém ficou ferido no acidente, mas, no dia seguinte ao ocorrido, o Corpo de Bombeiros de Alagoas (CBMAL) divulgou que a perícia realizada no local mostrou que a explosão ocorreu no cilindro de gás, que apresentava marcas de oxidação. Em seguida, foi descoberto que o teste do cilindro de gás estava vencido desde 2019.
O 7Segundos conversou com o engenheiro mecânico e responsável técnico pelo Centro de Segurança Veicular (CSV), Marcelo Pradines. O CVS é uma das quatro empresas alagoanas credenciadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) para inspecionar esses veículos.
“Essas explosões são raras e, quando acontecem, 99% delas são provocadas por mau uso do cilindro. No estado do Rio de Janeiro, isso é mais comum, onde os motoristas chegam a instalar gás de cozinha de forma clandestina”, contou.
Após os veículos passarem pelas inspeções durante a conversão para abastecer com GNV e, então, serem aprovados, eles precisam passar por uma inspeção periódica anualmente. E, a cada cinco anos, os cilindros precisam passar por um processo de requalificação e, assim, constatar se o nível de dilatação está normal.

No entanto, a segurança da utilização do gás natural veicular esbarra nas fiscalizações para verificar se todos processos estão sendo seguidos e no período certo. Marcelo Pradines explica que, hoje, “não há nada formal” relacionado as fiscalizações em Alagoas.
O engenheiro mecânico conta que há diversas formas de checar se todos os procedimentos estão sendo cumpridos. Entre elas, verificar se o veículo possui o selo de inspeção durante as blitzen que já ocorrem diariamente no estado; fazer com que Departamento Estadual de Trânsito (Detran) só emita documentos mediante a comprovação de regularidade do equipamento de GNV e envolver os postos de combustíveis no processo.
Sobre a última opção, Marcelo Pradines conta que chegou a participar de reuniões com membros do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis), que alegaram que poderiam perder clientes se outro posto resolvesse não cobrar o selo regulação no momento do abastecimento.
“Poderia ser feito preventivamente. No dia que alguém morrer e alguém for penalizado como corresponsável, uma atitude será tomada”.
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