Pelo segundo mês consecutivo endividamento de consumidor recua em AL
Pesquisa do Instituto Fecomércio AL aponta queda foi de 5,29% na variação mensal, de 16,80% nas contas em atraso e de 16,75% na inadimplência
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apontou uma nova queda no endividamento entre os consumidores de Maceió, em setembro.
De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), houve recuo de 5,29% no volume de endividados na variação mensal, ou seja, quando comparado agosto. Lembrando que agosto foi o primeiro mês do ano a registrar queda no indicador (-2,63%).
Segundo o levantamento, também houve redução nos indicadores de contas em atraso (-16,80%) e na inadimplência (-16,75%). Na variação anual, o endividamento geral, hoje, é 1,61% maior do que no mesmo mês do ano passado, mas o atraso de dívidas e a inadimplência estão, respectivamente, 14,65% e 21,3% abaixo do patamar do mesmo mês do ano passado, sinal muito positivo.
Dos 71 mil endividados com contas em atraso, 35,6% contam com parentes, em casa, na mesma situação. Já 64,4% disseram que apenas ele(a) passam por essa dificuldade ao fechar as contas do mês. O tempo médio para quitação da dívida em atraso tem sido de 75,1 dias.
Para o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, os dados são positivos e podem ser explicados pela melhora do saldo de empregos, tanto na capital quanto no Estado, e pelo saque emergencial do FGTS. “São três meses seguidos que o estado de Alagoas gera mais admissões do que desligamentos. No saldo do trimestre, de junho a agosto foram gerados 6.221 postos de trabalho e, vale ressaltar que, em agosto, todos os segmentos do estado contrataram”, avalia. E agosto foi o primeiro do ano a apresentar variação positiva após o isolamento social temporário, pois foram gerados 909 empregos e em todos os setores da economia tiveram saldo positivo, destacando-se a Construção Civil (+403) e o Comércio (+310).
O economista ressalta que setembro marca o último mês da parcela cheia do Auxílio Emergencial em conjunto com o saque emergencial do FGTS. “Isso contribuiu para a redução dos níveis de endividamento e inadimplência da população”, observa.
Em relação ao tipo de dívida, o consumidor continua apresentando o mesmo padrão: o uso do cartão de crédito dispara na liderança, sendo utilizado por 96,6% dos consumidores, seguido pelo uso de carnês (18,4%) e pelo crédito pessoal (6,2%).
Para os 42 mil inadimplentes, 12,5% informaram que terão capacidade de pagar integralmente as dívidas e outros 15,8% pagarão parcialmente, demonstrando que irão renegociar os débitos e, em breve, retornando ao mercado de crédito. “Contudo, a maioria da população em situação de inadimplência indica não ter possibilidade nem do pagamento integral, nem do parcial, permanecendo nessa situação desconfortável por mais um mês”, diz Felippe.
No contexto geral, os consumidores endividados estão comprometendo 27,2% de suas rendas para quitarem as dívidas, permanecendo 6,2 meses, em média, para saldar o débito.
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