Marx Beltrão defende rigor na venda de medicamentos para cães e gatos
Deputado é presidente da Frente Parlamentar Nacional em Defesa dos Animais
O deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada federal de Alagoas no Congresso Nacional, reuniu-se em Brasília com o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes. Na pauta da reunião, um tema importante para a saúde de cães e gatos no Brasil: a possível revisão da forma de comercialização de medicamentos hormonais (progestinas) sem controle de receita veterinária em todo o país, vendidos com o intuito de se evitar a reprodução de cadelas e gatas.
Desde julho de 2020, Beltrão é o presidente da Frente Parlamentar Nacional em Defesa dos Animais da Câmara dos Deputados. O deputado federal alagoano coordena em Brasília um grupo de mais de 200 parlamentares, entre senadores e deputados, em busca da aprovação de medidas em defesa da causa animal. Na reunião, Marx e o secretário executivo discutiram a possibilidade de formas de controle da venda destes medicamentos, com o intuito de preservar a saúde de cães e gatos. O uso destas drogas pode estar relacionado ao acometimento de várias doenças, com maiores prejuízos à espécie felina, a exemplo da Hiperplasia Fibroepitelial Mamária.
“É preciso avaliar a necessidade de se rever a legislação que trata da comercialização destes medicamentos, além de atualização das recomendações dos fabricantes e assim garantir segurança comercial através da controle médico-veterinário. Nosso objetivo é evitar o sofrimento e prezar pela vida dos animais diante do uso indiscriminado destas medicações, já que o meio mais seguro e eficaz para evitar o nascimento de cães e gatos é com a cirurgia de castração, política pública necessária ao equilíbrio sanitário e ao bem estar animal” afirmou Marx Beltrão acerca do tema do encontro.
A Hiperplasia Fibroepitelial Mamária Felina-HFMF é muito frequente no Brasil e está muito mais presente nas gatas de pessoas com baixo poder aquisitivo financeiro, que tentam fazer o controle de natalidade de seus animais através do uso de hormônios contraceptivos. A doença se apresenta como um rápido aumento anormal mamário observado em uma ou em todas as mamas da gata.
O aumento mamário pode ocorrer por um distúrbio endógeno das gatas devido a elevada produção do hormônio progesterona, ou pela administração exógena deste mesmo hormônio na sua forma sintética comercializado como método contraceptivo; como agravante de causar a forma mais complicada da doença, onde as gatas se apresentam com aumento mamário rápido, aberrante, alarmante, com rupturas de pele, inflamação, ulceração, necrose e um risco de óbito e culmina em tratamento caros para tutores.
Pesquisa da Ufal é Referência no Tema
Um estudo do mestrado em Ciência Animal da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) é uma das mais recentes referências na área de medicina felina, especificamente para a Hiperplasia Fibroepitelial Mamária. A pesquisa intitulada Effectiveness of ovariohysterectomy on feline mammary fibroepithelial hyperplasia treatmen”, foi publicada no Journal of Feline Medicine and Surgery e utilizou 79 gatas diagnosticadas com a doença Hiperplasia Fibroepitelial Mamária Felina (HFMF).
Segundo a médica veterinária e pesquisadora Evelyne Marques de Melo, este é o maior número amostral que se tem conhecimento até o momento dentre os trabalhos publicados com esta patologia com ênfase no tratamento. “Esta pesquisa é um marco na abordagem clínica e terapêutica da doença por esclarecer a eficácia da cirurgia de ovário-histerectomia (castração) no tratamento, mostrando ausência de mastectomia (remoção das mamas) método terapêutico agressivo que foi muito relatado nas literaturas antigas e ainda é muito utilizado”, conta.
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