Casal estranha atitude de sindicato em querer manter aposentados sem estabilidade
Presidente Clécio Falcão recebeu com surpresa notícia veiculada na imprensa alagoana
A Diretoria da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) recebe com surpresa as notícias veiculadas na imprensa alagoana, nos últimos dias, a respeito de demissão de funcionários aposentados representantes do Sindicato dos Urbanitários.
A Companhia esclarece que desde 2019 adotou um plano de desligamento de servidores aposentados, com base em estudo feito pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) visando adequar o projeto de concessão de saneamento da região metropolitana solicitado pelo Governo do Estado.
Pensando na qualidade de vida e na universalização do saneamento em Alagoas, o governador Renan Filho buscou uma alternativa para garantir investimentos no setor, visto que a Casal não tinha condições de captar recursos de forma isolada para investir em novas obras de grande porte.
Após diversas fases de estudos e seguindo todo um cronograma técnico e jurídico foi realizado, em setembro de 2020, o leilão do bloco A do saneamento, sendo vencedora do certame a BRK Ambiental que ficará responsável pelo fornecimento de água e coleta e tratamento de esgoto de Maceió e mais 12 municípios, pelos próximos 35 anos. Já a Casal realizará os serviços de captação e tratamento da água que será fornecida posteriormente para o parceiro privado distribuir aos clientes.
Preocupada com a situação, a atual gestão da Companhia vem tomando medidas necessárias para o bom andamento da empresa que vive uma nova realidade, visto que terá uma redução de 35% no seu faturamento a partir do início da operação da BRK. Diante disso, vem cuidadosamente, realizando ajustes administrativos, operacionais e financeiros, sendo um deles o afastamento de aposentados. Tal medida foi adotada como forma de preservar os empregos dos demais colaboradores que se encontram na ativa. O estudo apresentado pelo BNDES previa o afastamento de cerca de 400 empregados, mas a Diretoria da Casal, após análise, vem tentando contornar essa situação através do desligamento de todos os aposentados.
O presidente da Casal, Clécio Falcão, disse não entender, neste momento, a reação do sindicato em querer, de forma corporativista, garantir a permanência de sindicalistas que não gozam de estabilidade para o cargo. “A Súmula nº 369, inciso II, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), limitou a estabilidade provisória a sete dirigentes titulares e igual número de suplentes, totalizando quatorze membros estáveis. A atual diretoria do sindicato possui em torno de 50 representantes. A Casal está cumprindo estritamente o entendimento do TST, que é garantir o número definido de dirigentes estáveis”, ressaltou.
O presidente disse ainda que grande parte dos servidores aposentados recebe complemento da Fundação Casal de Seguridade Social (Funcasal), permitindo a eles uma renda satisfatória. “Desde que iniciamos o programa de desligamento de funcionários não temos privilegiado ninguém. Vejo que o sindicato deseja tratamento diferenciado para dois membros aposentados em detrimento de toda uma equipe técnica que necessitou ser afastada. E o Urbanitários sabe muito bem disso”, ratificou.
Veja também
Últimas notícias
Motorista é espancado até a morte após carro atropelar criança de 5 anos
Concurso dos Bombeiros reabre inscrições e amplia opção de concorrência
Concurso da PM reabre inscrições e permite opção por vagas para pessoas com deficiência
Zanin manda PF entregar dados de celular de Vorcaro em seu gabinete
PGE recomenda que governador vá ao STF contra duas leis aprovadas em Alagoas
Estado marca leilão para vender imóveis considerados sem interesse público
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
