Lewandowski nega habeas corpus para secretária da Saúde ficar em silêncio na CPI
Segundo defesa de Mayra Pinheiro, agressividade de parlamentes contra depoentes da CPI da Pandemia justifica a necessidade de preservar as testemunhas
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (18), o pedido de habeas corpus feito por Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, no qual ela solicitou o direito de não responder às perguntas feitas durante sua oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, marcada para quinta-feira (20). A decisão foi obtida pela analista de política da CNN Thais Arbex.
Para o ministro do STF, "nada há nos autos que leve à conclusão de que se deva deferir à paciente o direito de permanecer calada durante seu depoimento, mesmo porque essa proteção constitucional é reservada àqueles que são interrogados na condição de investigados, acusados ou réus por alguma autoridade estatal".
Lewandowski ainda pontuou que Mayra tem a obrigação de comparecer e prestar depoimento na figura de testemunha reforçada pelo fato de ela ser servidora pública, e que deve permanecer "à disposição dos senadores [...] até o encerramento dos trabalhos, não lhe sendo permitido encerrar seu depoimento, de forma unilateral, antes de ser devidamente dispensada."
Em seus argumentos para tentar o habeas corpus, Mayra afirmou que os depoentes estão sendo tratados na CPI com agressividade, e que, por isso, há a necessidade de preservar as testemunhas.
Apelidada como "Capitã Cloroquina", Mayra se destacou pela defesa do chamado "tratamento precoce" contra a Covid-19, com uso de medicamentos sem eficácia no combate à pandemia, como ivermectina e hidroxicloroquina.
Em janeiro de 2021, Mayra coordenou uma visita ao Amazonas na qual houve o incentivo do tratamento precoce. Dias depois, a capital do estado, Manaus, enfrentou uma crise pela falta de cilindros de oxigênio, bastante demandados por pacientes contaminados pelo novo coronavírus.
A secretária do Ministério da Saúde foi alvo de quatro requerimentos para que preste testemunho à CPI da Pandemia.
Na sexta-feira (14), Lewandowski concedeu ao ex-ministro Eduardo Pazuello o direito de ficar calado em seu depoimento à CPI, que deve ocorrer na quarta-feira (19). No caso de Pazuello, o pedido foi feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). Em seu despacho, o ministro do STF explicou que o depoente pode não responder a perguntas que possam lhe incriminar.
Últimas notícias
Governo de Alagoas destina R$ 1 milhão ao CRB por meio de emenda
Cabo Bebeto cobra fim das promessas e data para conclusão do aeroporto de Maragogi
Prefs na Área leva serviços públicos ao povoado de São Bento, em Maragogi
Agosto Lilás leva campanha contra violência às mulheres para campo de futebol
Mulher de 54 anos fica ferida após cair de patinete na orla de Maceió
Teca Nelma cobra explicações sobre investimentos do Iprev no Banco Master
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
Com mais de R$2,6 milhões destinados por Gabi Gonçalves, Rio Largo autoriza construção do Mundo TEA
