Pandemia reacende o gosto e o consumo pela leitura em Maceió
Comerciantes e leitores relataram terem melhorado a sua relação com o hábito de ler
Manter o hábito de leitura é uma das qualidades mais desejadas e admiradas pelos brasileiros. Em média, acredita-se que a média de leitura do Brasil seja de 2,43 livros lidos ao ano pela população, não se destacando neste aspecto.
Contudo, em meio a pandemia, uma pesquisa da Nielsen Brasil em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, demonstraram um aumento expressivo nas vendas de livros. Com mais de 3,7 milhões de exemplares comercializados somente em Fevereiro deste ano, esses números reacendem o sonho de uma nação de leitores assíduos.
Em busca de ouvir como andam as vendas de livros em Maceió, a nossa reportagem ouviu o lojista Rendrikson da Conceição Silva, de 34 anos, funcionário do Sebo e Livraria Rei dos Livros.
Em seu relato, o comerciante confirmou ter aumentado o número das vendas de seus livros, contudo esse aumento ocorreu somente nas vendas feitas online, através do site ou WhatsApp.
“A gente tem que se adaptar muito às novas políticas de atendimento de venda também, nós temos que nos adaptar às novas tecnologias para sobreviver, as redes sociais. Tem caído muito as vendas presencialmente, mas as vendas online têm aumentado um pouco mais, as pessoas têm feito muito mais pedidos”, explicou.
Questionado do motivo pelo qual as vendas presenciais teriam decaído, Rendrikson disse ter havido uma baixa movimentação no Centro da cidade, onde seu sebo está localizado. “Na loja física realmente tem caído muito, considerável em relação ao movimento que temos tido no centro, no comércio”, comentou.
Apesar das dificuldades, a sua livraria tem vendido em média de 20 a 30 exemplares online e de 40 a 50 exemplares vêm sendo comprados mensalmente de maneira presencial. Perguntado sobre quais os gêneros mais buscados pelos leitores, o lojista disse se tratar de livros de autoajuda.
“Mensalmente temos uma loja virtual, vendemos em torno de 20 a 30 exemplares, na loja física varia muito, vendemos em torno de 40 exemplares, 50, depende muito do mês. Porém estamos sempre vendendo, independente do que ocorra no comércio, sempre vende muita auto ajuda, psicologia, literatura estrangeiras e livros da atualidade”, disse.
E os leitores?
Em seu relato, o comerciante Rendrikson informou à reportagem que em sua loja à procura de livros, revistas e gibis tem seus públicos bem definidos. No caso de livros mais tradicionais, o perfil do seu público são professores, historicidades e pessoas de maior idade.
Sabendo disto, nossa reportagem se preocupou em ouvir o relato do estudante de Matemática, Denilson Inácio. Já possuindo experiência profissional e acadêmica na área da educação há alguns anos, o matemático nos contou um pouco mais sobre a sua relação com a literatura.
Questionado se o seu consumo literário estaria aumentando durante a pandemia, Denilson não pensou duas vezes em dar a sua resposta.
“Sim! Principalmente em 2020, que tive muito tempo ocioso, já que quase não tivemos aula e o número de livros que li aumentou. Eu sou muito eclético em relação ao que leio. Comprei desde livro acadêmico a ficção científica”, respondeu.
Com mais de 30 livros comprados neste período de pandemia, o acadêmico disse ter encontrado mais tempo livre para manter o hábito de leitura.
“Antes da pandemia, com a rotina apertada, eu lia pelo menos 14 por ano. Eu sempre gostei de ler. O que a pandemia fez foi aumentar minha quantidade de leitura, já que passo a maior parte do tempo em casa”, explicou.
Além dos benefícios de poder se aprofundar mais em sua área de atuação, Denilson explicou que a leitura teve um papel importante na manutenção de sua saúde mental. “Ler era um momento de esquecer essa loucura que tá sendo a pandemia”, finalizou.
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