Ufal propõe ampliar informações sobre cotas raciais no ensino médio
Projeto funcionaria como uma espécie de busca ativa para evitar fraudes
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) quer ampliar o acesso dos estudantes negros, pretos e pardos aos seus cursos de graduação e pós-graduação pelo sistema de cotas raciais. Para tanto, o pró-reitor de Extensão, Clayton Santos, apresentou na quarta-feira (14), em Brasília, um projeto piloto para a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR). Ao lado do pró-reitor de Graduação, Amauri Barros, Santos apresentou ao secretário nacional Paulo Roberto uma proposta para difundir o conhecimento sobre as cotas e sobre as bancas de heteroidentificação racial junto a estudantes do ensino médio de Alagoas.
“Um dos problemas que a Ufal enfrenta são as denúncias de fraudes no acesso à Universidade por meio das cotas. Mas o grande entrave é a falta de conhecimento sobre as chamadas bancas de heteroidentificação racial, que acolhem o critério da autodeclaração dos candidatos e validam, ou não, se aquele estudante pode ser beneficiário das cotas raciais. Com este projeto que apresentamos a SNPIR, queremos contratar bolsistas cotistas da Ufal, produzir material e realizar oficinas em escolas da rede pública ou privada, ‘ensinando’ os estudantes a como ter acesso às cotas e a como participar das bancas. Lembrando que este é um direito dos alunos negros, pretos e pardos”, afirmou Santos.
Para o secretário nacional Paulo Roberto, que recentemente visitou a Ufal a convite do reitor Josealdo Tonholo, “propostas como esta se alinham ao trabalho desta Secretaria, que vê nas cotas raciais uma política justa e necessária e que precisam ser difundidas, evitando fraudes e dando acesso às vagas nas universidades federais a quem, de fato, tem direito a elas. A Ufal está de parabéns por sair na linha de frente propondo ações concretas que objetivem a disseminação desta informação tão relevante para os estudantes de ensino médio”.
“O fato é que a maioria dos alunos do ensino médio de Alagoas, especialmente das escolas públicas, não conhecem e não sabem como ter acesso às cotas. Especialmente muitos desconhecem as bancas de heteroidentificação em funcionamento na Ufal e nas universidades públicas. O projeto apresentado ao secretario nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial quer introduzir nas escolas o conhecimento sobre estas bancas” disse o pró-reitor Amauri Barros.
O Projeto apresentado é uma proposta para que a Ufal a execute de forma piloto, tornando-se referência no Brasil quanto à ampliação no acesso de estudantes mediante as cotas. A proposta contempla a contratação de 60 bolsistas de extensão, entre estudantes da Ufal, que percorrerão as escolas de ensino médio (principalmente publicas) de Alagoas, realizando atividades que orientem e capacitem alunos e professores a se submeterem a avaliação das cotas raciais para ingresso na Ufal. Desta forma, por meio de uma espécie de busca ativa, a Ufal direcionaria conhecimento de muita utilidade para que tais estudantes se beneficiassem das políticas das cotas.
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