Projeto de Marx Beltrão dá reconhecimento legal a cães e gatos comunitários e apóia abrigos
A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados
O deputado federal Marx Beltrão (PSD), presidente nacional da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais do Congresso Nacional, apresentou mais um Projeto de Lei (PL) em prol da saúde e dos cuidados para com cães e gatos em todo o país. Desta vez, Marx Beltrão pretende com o PL 3446/21 transformar em lei o cuidado comunitário de cães e gatos como parte determinante da solução para os animais que não tem lugar onde morar, ou que já nasceram nas ruas e sem abrigo. No PL 3446/21, Beltrão reconhece de modo legal as garantias e deveres dos abrigos, as ações para preservar a saúde e a segurança destes pets, e também as responsabilidades do poder público neste cuidado.
“Temos conseguido avanços históricos nessa pauta e agora proponho o reconhecimento legal, além de medidas de segurança e saúde para esses pets, organizando também garantias e deveres dos ambientes de acolhimento, do poder público e das pessoas protetoras. O que defendo é uma legislação moderna, contra maus-tratos, abandono, fome, buscando o controle reprodutivo, o acolhimento seguro e o papel do Estado na construção de uma política que reduza a vulnerabilidade dos animais e fortaleça a saúde única, isso em benefício dos pets e de todos nós”, destacou Marx Beltrão.
O PL de Marx deixa claro o papel das redes de acolhimento, dos centros públicos de acolhimento de animais e das organizações da sociedade civil de proteção animal. O Projeto deixa claro que “é dever do Poder Público assegurar a vida e o bem estar dos animais comunitários e de vida livre, bem como controlar sua reprodução” e que os municípios “deverão estabelecer um cadastro para registro das organizações da sociedade civil de proteção animal e residências de acolhimento de animais”, além de normalizar o funcionamento destes espaços.
A proposta ainda fixa que “podem ser celebrados convênios públicos estaduais e municipais com as organizações da sociedade civil de proteção animal e as residências de acolhimento temporário parceiras, com a finalidade de garantir a manutenção básica do animal no período de acolhimento até sua liberação”. Tal artigo do PL abre a possibilidade de que as instituições possam, de forma transparente e estabelecida em legislação própria, possa receber recursos públicos para custearem suas atividades.
A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. As organizações que trabalham resgatando animais de rua relatam que a situação piorou durante a pandemia: no início aumentou a taxa de adoção, mas, com o prolongamento da crise sanitária, o fim do auxílio emergencial e o aumento do desemprego, aumentou o número de animais abandonados (e diminuiu o volume de doações para as organizações de proteção aos animais).
Últimas notícias
Três Copas depois: Vídeo de mãe com os filhos emociona torcedores brasileiros
Investigação descarta premeditação, mas indicia policial por assassinato de colegas em AL
Virginia tromba com Anna Wintour em Nova York e registra encontro
Movimentos sociais repudiam indicação do caso Braskem a prêmio do Ministério Público
Crianças autistas seguem sem frequentar as aulas por falta de PAEs em escola bilíngue de Maceió
Filha do ‘mago das chapas’ lança pré-candidatura a deputada federal
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
