Maraísa desabafa após enterro de Marília Mendonça: 'Nunca vou entender'
A cantora revelou que enfrenta dificuldade para aceitar a morte da amiga
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após participar do velório e do cortejo fúnebre de Marília Mendonça, a cantora Maraísa, 33, revelou que enfrenta dificuldade para aceitar a morte da amiga.
"Tudo no meu corpo dói. Só sei conversar chorando e você muito bem sabe o quanto eu sou ruim pra essas coisas", escreveu nas redes sociais, como se estivesse em um diálogo com a cantora, morta aos 26 anos na sexta-feira (5) após a queda do avião que a transportava em Caratinga (MG). "Eu nunca vou entender! Mas sempre vou te amar. E irei honrar seu nome e seus sonhos até o fim da minha vida".
Mendonça, conhecida como a "rainha da sofrência", e a dupla formada por Maiara e Maraísa fariam em 2022 a turnê Festival das Patroas. As três se apresentariam a partir de março em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. A megaprodução reuniria as três vozes do feminejo, música sertaneja feita por e para mulheres.
"E os nossos sonhos? E os nossos planos?", perguntou Maraisa no texto publicado na madrugada deste sábado (7).
Inconformada, ela se sente em alfa. "Começo a falar uma coisa e esqueço! Estou forte e, de repente, saio do eixo! Vou cantar e parece que nunca fiz isso na vida".
Maraisa disse que tem vontade de ouvir o álbum gravado pelas três, com as lembranças da escolha de cada faixa. "Mas você não responde. Você não diz nada. Parece que está dormindo em um sonho de princesa", lamentou.
A cantora também revelou nunca ter imaginado precisar de uma roupa preta para encontrar Mendonça pela última vez. Em um relato sobre a despedida, ela contou ter beijado e tocado a amiga.
"Juntando meus cacos, minhas forças, conversando com Deus e pedindo ajuda, mais do que nunca, porque eu nunca tive que conversar com alguém trancado em uma caixa de madeira".
Maraisa afirmou que dessa vez não conseguirá ficar inabalável. "É uma dor, uma tristeza..."
Mendonça foi enterrada no início da noite deste sábado, no cemitério Parque Memorial Goiânia, junto ao seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho. Os caixões, que saíram em cortejo em caminhões do Corpo de Bombeiros às 16h50 do ginásio Goiânia Arena, na capital goiana onde vivia a cantora, seguiram por ruas e rodovias da cidade sob olhares de fãs e curiosos.
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