Polícia

Pai de Rhaniel Pedro fala sobre envolvimento da mãe no crime: 'Já esperava'

Ele diz que suspeita sempre “sumia” e não o deixava falar a sós com a criança

Por 7Segundos 22/11/2021 13h01
Pai de Rhaniel Pedro fala sobre envolvimento da mãe no crime: 'Já esperava'
Pai de Rhaniel falou sobre a descorberta da participação de Ana Patrícia, sua ex-companheira (a esqueda) no crime - Foto: Reprodução/ TV Pajuçara / Ponta Verde

O pai de Rhaniel Pedro, menino encontrado morto em uma calçada no bairro do Clima Bom, falou sobre o esclarecimento do crime pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL). Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22), a Polícia Civil apontou o envolvimento da mãe da criança, do padrasto e do irmão deste padrasto no assassinato.

Em entrevista exclusiva à TV Ponta Verde, Anthoniel Pedro, disse que, desde que ficou sabendo do desaparecimento de seu filho, desconfiou da participação da mãe dele, Ana Patrícia, sua ex-companheira.

“Eu já esperava isso dela. Ela é uma pessoa que mente muito bem. Nunca vi verdade na época em que vivi com ela. Quando eu a via na televisão, eu dizia: ‘pior que todo mundo acredita nela’. Cheguei a perguntar ao irmão dela se ela acobertou [o crime]. Não achei que fosse diretamente ela”, disse.

O pai da vítima também contou que desconfiava da participação de Ana Patrícia porque ela acusou ele e sua família mais de uma vez. Inclusive, quando o corpo de Rhaniel foi encontrado em Maceió, parte da Polícia Civil de Alagoas estava em Pernambuco, a procurada dele. 

“Me disseram que ela queria tirar o foco da polícia de lá [Alagoas]. Na linha com ela, eu disse: ‘se você não tivesse trazido a polícia para cá, talvez pudesse ter pego quem fez isso com meu filho’. Ela disse que aquilo foi bom, porque senão quem jogou o corpo não iria jogar”, afirmou.

Anthoniel Pedro também conta que Ana Patrícia não o deixava falar a sós com o filho, além de “sumir” diversas vezes. “Minha esposa sempre tinha que procurar ela nas redes sociais para eu voltar a ter contato com meu filho”.

“Disseram que meu filho não me pediu socorro porque ela colocava no viva-voz, controlava o que ele falava. Ele me perguntava muito quando viria para cá. O bichinho estava me pedindo socorro. Pensei que estava sofrendo por saudade de mim, nunca pensei que alguém mataria nosso filho”.