Dia Mundial de Combate à Aids: Especialista destaca a importância do diagnóstico precoce
Tereza Carvalho lamenta que os números de casos sejam tão altos entre adolescentes e jovens; de acordo com ela, a educação sexual é crucial no combate
O dia 1º de dezembro é considerado, mundialmente, como o Dia de Combate à Aids. Para comentar e alertar a população sobre o assunto, principalmente os adolescentes e jovens, o Na Mira da Notícia recebeu a técnica da área de prevenção da gerência de IST Aids da Secretaria Municipal de Saúde, Tereza Carvalho.
Após quatro décadas de epidemia do HIV e da Aids, os números na capital alagoana continuam significativos. "Temos mais de 60 casos novos em Maceió por mês que são detectados, fora as pessoas que vivem com o vírus HIV e desconhecem a sua sorologia", pontuou a técnica.
Tereza Carvalho destaca que é importante o diagnóstico precoce, já que "é uma doença que você irá conviver pelo resto da vida". Ela orienta para que a população procure uma Unidade de Saúde, pelo menos, uma vez ao ano.
A doença vêm atingindo cada vez mais adolescentes e jovens adultos, entre 15 e 24 anos. Segundo Carvalho, isso se deve à falta de informação e a dificuldade de se trabalhar educação sexual com esse grupo. "O uso de preservativos não é mais levado tão a sério quanto já foi na década de 80 e 90. A gente vê que vai perdendo a importância porque não existe essa discussão, nem na família e nem na escola. Os jovens vão entrando na vida sexual sem uma discussão prévia, sem olhar para o seu próprio corpo, para o auto cuidado, e isso compromete muito a saúde das pessoas e vai afetando a vida sexual da população, dos jovens principalmente", disse.
Quanto à diferença entre HIV e Aids, a convidada explica que "a pessoa que vive com o HIV foi infectada pelo vírus da imunodeficiência humana e ela pode passar até 10 anos sem desenvolver sinais ou sintomas, até desenvolver a doença Aids. A Aids já é quando a pessoa está doente".
Ela também orienta àqueles que tem medo de descobrir a sorologia e, por conta disso, não vai atrás de respostas. "Isso faz com que ela tenha uma vida mais saudável, uma melhor qualidade de vida e não desenvolva a doença Aids", frisou a técnica da SMS de Maceió.
O tratamento precoce garante que o vírus ou a doença seja controlado: "temos uma taxa de mortalidade muito alta por Aids em Alagoas desnecessariamente". A prevenção primária, que envolve o uso de preservativos, é um dos principais pilares no combate.
Nesta terça-feira (30), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento para o tratamento do HIV, uma combinação de duas substâncias – a lamivudina e o dolutegravir sódico – em um único comprimido. Tereza Carvalho descreve esse avanço como "uma melhoria bastante significativa".
"Vai aumentar a eficácia no tratamento e substituirá uma droga que causa problemas renais nos pacientes. (...) A gente tem uma tecnologia maravilhosa para tratar quem vive com o HIV e com a Aids e precisamos desmistificar [aspectos sobre o vírus e a doença]", destacou.
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