Comidas típicas de fim de ano aumentam casos de alergia alimentar: saiba como evitar
População deve ficar atenta às delícias natalinas para não transformar as festas em um problema grave de saúde
Dezembro chegou. O último mês do ano é conhecido por ser um período repleto de confraternizações e mesa farta. Mas quando o assunto é comida, nem tudo é alegria, afinal, muitos dos alimentos consumidos durante as celebrações de fim de ano podem causar alergias.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que 35% das pessoas ao redor do mundo já apresentaram algum tipo de reação alérgica. A alergologista e imunologista do Sistema Hapvida Maceió, Dr. Gisele Casado, alerta: as pessoas devem estar atentas às delícias natalinas para não transformar a festa familiar em um problema grave de saúde.
Alergia alimentar: saiba como descobrir
As alergias alimentares são caracterizadas por coceira, vermelhidão na pele, vômitos, cólicas e inchaço nos lábios, mas, em alguns casos, podem desencadear reações ainda mais graves como edema de glote e até anafilaxia. “O sistema imunológico da pessoa alérgica identifica a substância presente no alimento como estranha ao organismo, o que resulta em uma hipersensibilidade, que pode ser imediata ou não”, explica a médica.
A proteína presente no leite da vaca e o ovo são dois dos maiores causadores das reações alérgicas. Eles têm presença garantida nas ceias, como nos bolos, tortas, doces e sobremesas, a exemplo da rabanada. “No caso do ovo, as proteínas que causam alergias estão presentes na clara, mas a ingestão da gema também deve ser evitada”, reforça Dra. Gisele Casado.
Frutos do mar e cuidados com a contaminação cruzada
Outros dois ingredientes muito comuns nas festas de fim de ano são as oleaginosas, como amendoim, amêndoas, castanhas e nozes, bem como os frutos do mar, incluindo crustáceos e moluscos. Neste caso, existem pacientes que sequer podem estar no mesmo ambiente onde é servido um prato contendo o alimento. A imunologista do Sistema Hapvida Maceió explica que, nesses casos, o cuidado deve ser redobrado.
“O camarão, por exemplo, pode liberar toxinas perigosas aos alérgicos no próprio ar. Por isso que também devemos ter cuidado para saber como é preparado os alimentos na ceia ou em outras confraternizações para que não ocorra a contaminação cruzada, que acontece quando há a transferência de microrganismos patogênicos um alimento contaminado para outro”.
O tratamento para a alergia alimentar depende dos sintomas manifestados e da sua gravidade, mas, geralmente, é realizado com remédios anti-histamínicos ou corticoides. “Também é importante excluir da alimentação os alimentos que provocam alergia e receber acompanhamento médico e nutricional para que o alérgeno seja corretamente identificado”, conclui.
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