Reunião discute assédio sofrido por mulheres na Segurança Pública do Estado
Casos acontecem nas polícias Civil, Militar e Penal, Bombeiros e Perícia
Uma reunião juntou o Ministério Público de Alagoas (MPAL), Tribunal de Justiça e órgãos que integram a Segurança Pública para promover uma discussão sobre o assédio sofrido por mulheres das polícias Civil, Militar e Penal, do Corpo de Bombeiros e da Perícia Oficial.
A iniciativa para convocar a reunião se deu perante o volume de denúncias constatadas não somente na Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, mas também pelo aplicativo da Ouvidoria, o que tem causado afligimento e exigido uma postura mais enérgica dos gestores sob a vigilância do MPAL.
“ O processo intervenção do Ministério Público na construção ou correção nas políticas públicas de natureza estrutural subordina-se a representatividade e legitimidade de todos os atores que diretamente e indiretamente são responsáveis pela implantação e correção”, declara o ouvidor.
Lean Araújo esclarece que o interesse da Ouvidoria na atividade da Promotoria e da Ufal decorre da reflexão sobre a participação do MP e das universidades da construção de políticas públicas de natureza estrutural.
Ele ressaltou a significância do projeto “Mulheres em Segurança: ASSÉDIO NÃO! Comprometendo-se a levá-lo ao Conselho Nacional das Ouvidorias, com o propósito de servir de modelo para Ministérios Públicos de outros estados.
A promotora de Justiça, Karla Padilha, mentora do projeto junto a professora Elaine Pimentel, entendeu como crucial a legitimidade da atuação conferida pela Ouvidoria do MPAL e plausível a iniciativa do ouvidor-geral para o debate de um tema tão importante. Ela enfatizou que o projeto nasceu a partir de várias narrativas de mulheres que sofreram assédio nas supramencionadas instituições de segurança pública, imperando-se a adoção de providências com o fito de resolver tal problemática de forma generalizada.
‘O trabalho por nós desenvolvido foi extremamente árduo para que as mulheres se sentissem seguras e pudessem responder aos questionamentos apresentados, já que muitas resistiram, seja por medo de possível represália, seja por estarem desacreditadas de que as coisas efetivamente mudassem”, afirma Padilha.
Para o Ministério Público, faz-se necessário que as instituições tenham o compromisso de trabalhar internamente a interrupção de atitudes que gerem constrangimento às mulheres como, por exemplo, proibir a utilização de palavras de baixo calão e compartilhamento de imagens de cunho sexual em grupos voltados ao trabalho e reuniões.
Últimas notícias
Instância Costa dos Corais fortalece integração e desenvolvimento do turismo
Incêndio atinge prédio na Ponta Verde e assusta moradores em Maceió
Motociclista morre e mulher fica gravemente ferida após colisão na AL-450
Marchante teria esbanjado notas de dinheiro antes de ser assassinado em Palmeira
Mendonça vai relatar ação de Renan Santos contra reajuste do Bolsa Família
Justiça Eleitoral rejeita cerca de 1,2 mil registros de candidatura
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
Prefeitura inscreve para a segunda Consulta Pública do Plano de Mobilidade Urbana
Santa Luzia do Norte registra primeira morte por Coronavírus
