Divulgação dos mandantes do assassinato de Kléber Malaquias pode mexer no cenário eleitoral
Alfredo Gaspar diz que cobrou recentemente a apresentação dos nomes, “independente de quem sejam”
A revelação dos nomes dos autores intelectuais do assassinato do empresário Kléber Malaquias pode provocar uma reviravolta no cenário previsto para as eleições deste ano. A confirmação por parte da Polícia de que foi um crime de mando, e levando em consideração o envolvimento da vítima em denúncias contra políticos locais, se desperta a possibilidade da participação de figuras públicas na trama.
O secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar, revelou, em recente entrevista , que tem cobrado dos delegados que estão à frente do caso a divulgação dos nomes ou do nome do mandante do crime de mando, “independente de quem seja”. Ele revelou que os investigadores estão apenas aguardando o cruzamento de dados de uma empresa de tecnologia.
Gaspar relembrou que, enquanto membro do Ministério Público Estadual (MP), tinha aproximação com Kléber Malaquias, e que ele fornecia informações importantes. Mas que perdeu contato após deixar o cargo.
“Enquanto eu era do Gecoc, pedi proteção de vida para ele. Ele era uma pessoa que dia sim, dia não, me procurava para discutir as questões que afligia ele, principalmente, em Rio Largo. Colaborou muito em algumas investigações. Portanto, me aproximei do Kléber por conta dessa convivência diária. Depois que eu sai do hoje Gaeco, algumas circunstâncias ocorreram e o Kléber deixou de ter essa segurança diária. Até porque não tinha como manter isso de forma indefinida”, revelou.
De acordo com Gaspar, quando o crime ocorreu, ele ainda não era o titular da SSP. “Uma das minhas primeiras reuniões foi justamente com os delegados encarregados do caso do Kléber Malaquias naquela oportunidade. Ele também informou que tem cobrado empenho para que o crime seja solucionado. “Chamei o Dr Carlos [Reis] e disse que tá pegando mal para a Segurança Pública não serem apresentados os nomes, ou o nome, do mandante. O que a gente fica ouvindo em boteco de esquina não tá certo. Se chegou aos autores materiais, a polícia tem que dizer: olha, vamos conseguir chegar aos intelectuais ou ao intelectual, ou foi tão bem feito ao ponto que nós não iremos avança”.
Alfredo Gaspar fez questão de destacar que na semana passada se reuniu com os delegados do caso para discutir a possibilidade de adiantar a apresentação da autoria intelectual do crime. “Eles já me falaram uma vez que estavam esperando o cruzamento de dados de uma empresa de tecnologia. Quem faz um crime dessa natureza, encomendado e de pistolagem, sabendo a repercussão que iria ter, também tomou as suas precauções para esse mandante ficar cada vez mais oculto. Mas nós estamos com os melhores delegados trabalhando com a autonomia necessária para apontar esses mandantes. Para mim, especialmente, seria muito importante que os delegados apresentassem esses nomes ou esse nome. Pouco importa quem seja”, concluiu.
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