Assassinato de Jasmine Silva é esclarecido, mas acusado segue foragido
Morta durante o programa, vítima tinha apenas 20 anos
A Polícia Civil de Alagoas esclareceu o assassinato de Jasmine Silva, a transexual que foi encontrada morta a golpes de faca nas proximidades de onde trabalhava em Maceió. Para a investigação, Jasmine Silva, de 20 anos, foi morta durante o programa por seu cliente Mário José Barbosa de Melo, no último dia 8 de janeiro.
A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (31). Mário José Barbosa de Melo foi ouvido, confessou o crime, mas acabou liberado por não haver flagrante e nem mandado de prisão. Quando o mandado de prisão foi expedido pela Justiça, ele já estava foragido.
“Não tínhamos outra alternativa que não fosse liberar e representar pela prisão. Em menos de 24 horas, já estávamos com o mandado, mas ele havia fugido. Recebemos a informação que ele estaria escondido no Sertão. É importante lembrar que pessoas que abrigam criminosos estão praticando crime de favorecimento pessoal e podem ser presas em flagrante”, afirmou o delegado Fábio Costa.
De acordo com a Polícia Civil, o acusado tem um perfil violento e é perigoso. Ele assassinou uma pessoa dentro de um posto de saúde no ano de 2002, no município de Jaramataia. Em 2019, ele cometeu uma tentativa de homicídio na cidade de Arapiraca.
“Ele deu detalhes sobre o crime. Não há dúvidas sobre a autoria. Ele contou que a matou pois a confundiu com outra garota de programa trans com quem havia saído do mês passado. Não convenceu a polícia. Apuramos que, em dezembro, ele saiu com a própria Jasmine. Também descobrimos que, na noite do crime, ele tentou contratar outra garota de programa antes de contratar a vítima”, explicou o delegado.
O delegado Fábio Costa afirma que a polícia investiga a motivação do crime, se Mário José faria qualquer vítima naquela noite, se já saiu de casa com faca, disposto a matar alguém.
As diligências para encontrá-lo continuam.
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