Polícia Científica vai coletar material biológico de pacientes internados no Portugal Ramalho
Estado já ocupa o primeiro lugar no ranking da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Pessoas Vivas Sem Identificação
A Polícia Científica do Estado de Alagoas irá realizar, na tarde de hoje (10), a coleta de amostras de material biológico em seis pessoas sem identificação oficial que estão internadas no Hospital Escola Portugal Ramalho. A ação faz parte da segunda etapa da campanha nacional Desaparecidos, iniciada em março deste ano.
Alagoas já ocupa o primeiro lugar no ranking da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Pessoas Vivas Sem Identificação. Do início dessa fase até a data de hoje, já contabilizando a ação no Portugal Ramalho, a equipe responsável pelo projeto conseguiu localizar e coletar as amostras de material biológico de 21 pessoas vivas que não possuem documentos nem parentes conhecidos em seis instituições diferentes.
A campanha Desaparecidos foi iniciada no ano passado, pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com as Secretarias Estaduais de Segurança Pública do país. No primeiro momento foram coletadas amostras de DNA de familiares de pessoas desaparecidas para confronto com cadáveres não identificados e não reclamados, bem como com outras pessoas vivas.
De acordo com o chefe do IML de Maceió, perito médico legista Diogo Nilo, autoridade estadual do projeto em Alagoas, nessa segunda fase, a Polícia Científica está fazendo uma busca ativa em clínicas e abrigos de idosos, albergues e hospitais psiquiátricos, para localizar pessoas internadas e não identificadas. A partir dessas informações, um cronograma é montado para a coleta do DNA.
“Por meio do Comitê Gestor de busca por pessoas desaparecidas de Alagoas, primeiro a ser criado no país, a nossa equipe entra em contato com esses hospitais e instituições para fazer um levantamento. Em seguida, agendamos um dia e a nossa equipe se desloca até essas unidades de saúde e de assistência para a coleta do material genético” explicou o chefe do IML de Maceió.
Rosana Coutinho, perita criminal e chefe do Laboratório de Genética Forense, explicou que as amostras coletadas para o projeto Desaparecidos são encaminhadas para o Laboratório Forense, do Instituto de Criminalística. Esse material é processado e, em seguida, inserido nos bancos da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).
“Na primeira fase inserimos o DNA de corpos não identificados dos IML’s e de familiares de pessoas desaparecidas. Agora, nessa segunda fase, estamos inserindo o perfil dessas pessoas vivas sem identificação para que seja feita a comparação com o material genético existente no RIBPG, na tentativa de proporcionar a identificação dessas pessoas e, principalmente, localizar seus familiares, possibilitando que elas voltem para o seu lar”, afirmou a chefe do laboratório forense.
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