Lula precisa construir base política que crie relação republicana com o Congresso, diz Renan Filho
Para ele, essa é a questão mais fundamental no atual momento - e não a busca de mais recursos para o Orçamento 2023
Em entrevista à CNN Brasil neste domingo (06), o senador eleito por Alagoas Renan Filho (MDB) defendeu que o presidente eleito Lula (PT) coloque como prioridade a construção de uma base política ampla de sustentação ao seu governo. Para ele, essa é a questão mais fundamental no atual momento - e não a busca de mais recursos para o Orçamento 2023 -, pois é o que vai garantir governabilidade durante os quatro anos e uma relação republicana entre Executivo e Legislativo.
“Na minha opinião, antes de resolver recursos para o Orçamento, antes de ter alguns bilhões a mais para o início do ano que vem, o presidente Lula precisa definir qual é o rumo da política, como vai se relacionar com o Congresso Nacional, como será a formação do governo. É fundamental o presidente construir uma base política que o ajude no começo, no meio e no final do mandato, mudando os parâmetros da relação que foi construída por Jair Bolsonaro, especialmente, embasados no orçamento secreto e num grupo fisiológico da política”, disse Renan Filho.
Para o senador eleito, as duas frentes que se abrem à frente de Lula, a formação de uma base e a garantia das promessas de campanha, entre elas, o Auxílio Brasil, precisam e podem ser tratadas sem atropelos, pois as reações políticas, institucionais e do mercado pós-eleição fortalecem o presidente eleito.
“Todos os partidos políticos que se posicionaram até agora não negaram apoio ao governo. Essa disputa por PEC ou por uma Medida Provisória, na verdade, são grupamentos da política se colocando à disposição para ajudar nesse momento. O primeiro momento é muito importante, mas o governo é uma batalha, praticamente, diária. As relações políticas têm que ser construídas sob bases republicanas que garantam o bom andamento do governo. Assim acredito que o presidente irá se movimentar”, afirmou.
Renan Filho acredita que a chamada PEC da Transição (proposta que tira despesas do teto de gastos para garantir projetos prioritários) cria dificuldades antes mesmo do governo ter início, pois implica numa disputa acirrada no Congresso, com a necessidade de um quórum qualificado para ser aprovada. E isso já teria começado a gerar movimentações por parte de grupos em troca de apoio, especialmente, dos partidos do Centrão, que querem manter o orçamento secreto.
Para ele, o que estaria posto agora é uma troca da aprovação da PEC pela manutenção do orçamento secreto. “Dizer que o presidente Lula está obrigado a manter o orçamento secreto para manter o Auxílio Brasil acho que é uma pressa desnecessária nesse momento. Primeiro, a gente tem dois meses, e segundo, o presidente vai iniciar as conversas com todo mundo, mas estão tentando passar a impressão que não há possibilidade de ter as duas coisas. O ideal é que o presidente mantenha o Auxílio Brasil e tenha uma base de sustentação que garanta um governo novo, capaz de ser reformista - o Brasil precisa disso -, e capaz de ter uma relação nova com o Executivo e o Legislativo, diferente dessa que o presidente Bolsonaro teve, que drenou, praticamente, toda a capacidade de investimento do país para obras e ações que o país não precisa. Acho que essa mudança que o presidente Lula vai trazer para o Brasil é importante”, finalizou.
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