Custo pelo metro quadrado em Alagoas sobe para quase R$1.600
Valor foi identificado pelo IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional da Construção Civil nesta quinta-feira (10). Em Alagoas, levando em consideração a desoneração da folha de pagamento do setor, o estado registrou um custo médio de R$1.510,03 por metro quadrado. Sem a desoneração, esse valor sobe para 1.599,27.
A nível nacional o volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 1,1% na passagem de agosto para setembro, primeiro crescimento em cinco meses. Na comparação com setembro de 2021, houve alta de 3,2%. No ano, o setor acumulou aumento de 0,8%, e, nos últimos 12 meses, queda de 0,7%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em setembro cresceu 1,5% frente a agosto e 1,0% contra setembro de 2021.
“Desde maio, o comércio não apresentava crescimento, ficando na estabilidade ou no campo negativo. Esse mês também registrou o ponto mais alto desde a passagem de fevereiro para março, quando foi de 1,4%. Esse ano, a série está exibindo uma volatilidade menor do que nos anos anteriores e estamos começando a ver um comportamento mais parecido ao que era antes da pandemia, sem muita amplitude na margem”, avalia Cristiano Santos, gerente da pesquisa.
No resultado de setembro contra agosto, seis das oito atividades pesquisadas estavam no campo positivo: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,7%), Combustíveis e lubrificantes (1,3%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,2%), Tecidos, vestuário e calçados (0,7%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, e de perfumaria (0,6%).
Duas atividades tiveram queda em volume: Móveis e Eletrodomésticos (-0,1%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,0%).
No varejo ampliado, as duas atividades tiveram estabilidade na comparação de setembro com agosto: Veículo e motos, partes e peças com -0,1% e Material de construção, com 0,0%.
“Duas atividades puxaram o aumento na margem: Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem o maior peso e faz o papel de ancoragem no resultado, e, em segundo lugar, Combustíveis e lubrificantes. Elas também tiveram influência no varejo ampliado, uma vez que suas duas atividades complementares ficaram na estabilidade”, explica o gerente
Santos destaca ainda que a atividade de Combustíveis e lubrificantes está sendo influenciada pela queda nos preços, que fez com que a atividade tivesse crescimento em volume. “Esse é um cenário que persiste nos últimos 3 meses, com queda na receita nominal de 4,4% em julho, 3,8% em agosto e 6,2% agora em setembro. Mas o crescimento em volume vem diminuindo, tinha sido de 12,6% em julho, 3,8% em agosto e agora de 1,3%.” Já Hiper e supermercados, que perdeu fôlego nos últimos meses, voltou a crescer após três meses sem registrar avanço.
Em termos de patamar, o resultado de setembro situa-se 3,6% abaixo do nível recorde de outubro de 2020 e 2,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). Já o varejo ampliado se encontra 1,5% abaixo de fevereiro de 2020.
“Em termos setoriais, poucas atividades estão acima do patamar pré-pandemia. Contando com o varejo ampliado, das dez atividades, apenas quatro estão acima do patamar pré-pandemia: Artigos farmacêuticos (20,8%), Combustíveis de lubrificantes (18,7%), Hiper e supermercados (3,8%) e Material de construção (2,0%)”, complementa Santos.
Comércio cresce na comparação interanual, segundo mês de alta
A PMC divulgada hoje também mostra que, na comparação com setembro de 2021, o comércio varejista cresceu 3,2%, segundo mês consecutivo de alta.
“Em agosto, o crescimento tinha sido de 1,6%, vindo após alguns meses de queda, que refletiam o crescimento bastante forte no primeiro semestre de 2021. No ano passado, o primeiro semestre foi de crescimento e o segundo de queda, que se refletiram, em 2022, em quedas até julho e, agora, crescimento”, explica Santos.
Cinco atividades tiveram alta: Combustíveis e lubrificantes (34,8%), Livros, jornais, revistas e papelaria (31,8%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,8%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (5,9%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%).
Os três setores que recuaram na comparação interanual foram Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-10,0%), Tecidos, vestuário e calçados (-9,5%), Móveis e eletrodomésticos (-5,9%).
No âmbito do varejo ampliado, ambas as atividades caíram: Veículos e motos, partes e peças (-1,2%) e Material de construção (-7,9%).
Vendas do varejo crescem em 18 unidades da federação entre agosto e setembro
Na passagem de julho para agosto, 18 unidades da federação tiveram alta, com destaque para Paraíba (4,5%), Rio de Janeiro (3,1%) e Pernambuco (2,3%). Por outro lado, das nove atividades pressionaram negativamente, destacam-se Mato Grosso do Sul (-1,7%), Espírito Santo (-1,5%) e Roraima (-1,2%). Tocantins apresentou estabilidade (0,0%).
Frente a setembro de 2021, houve resultados positivos em 24 estados, com destaque para: Paraíba (41,6%), Amapá (13,7%) e Roraima (13,2%). Por outro lado, pressionando negativamente, estão: Rio de Janeiro (-3,1%), Bahia (-2,5%) e Pernambuco (-2,1%).
Mais sobre a pesquisa
A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.
Iniciada em 1995, a pesquisa traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, com dados para o Brasil e as unidades da federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra.
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