Agente da SMTT se apresenta na DHPP e é interrogado sobre disparo contra motorista de aplicativo
Pistola usada no crime, calibre 9 milímetros, foi apreendida e será periciada pelo instituto de criminalística
O agente de trânsito suspeito de atirar no motorista de aplicativo Rommel Gomes Soares, no dia 10 de novembro, no Tabuleiro do Martins, em Maceió, se apresentou na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na tarde dessa quarta-feira (16), acompanhado de seu advogado. O crime aconteceu durante uma discussão por um acidente que deixou a rua onde vítima residia sem energia.
Em depoimento ao delegado Fabio Costa, responsável pela investigação do caso, ele confessou o crime, alegando que efetuou o disparo para repelir agressão que teria sofrido da vítima. A pistola Taurus 9 milímetros, que estava em posse dele e foi usada na investida, foi apreendida e será periciada pelo instituto de criminalística.
Apesar de ter se apresentado, o agente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) não ficará preso. Não há mandado de prisão contra ele expedido pela Justiça.
A Polícia Civil ingressou com representação, no fim de semana, pedindo a prisão temporária do servidor, mas o juiz plantonista entendeu que a solicitação não preenchia requisitos de urgência para ser analisada no plantão judiciário, sendo distribuída para Vara Criminal do Tribunal do Júri. A petição ainda não foi analisada.
No interrogatório, o suspeito disse que o motorista de aplicativo se dirigiu a ele de maneira ríspida, inclusive usando palavras ofensivas, atitude que motivou uma reação mais enérgica.
“Ele afirmou que levou tapas no rosto da vítima ainda quando estava dentro da viatura ao ponto de os óculos caírem do rosto. Ele disse que o suposto agressor puxou sua camisa para tentar tirá-lo do carro e, neste momento, revela, pegou a arma e atirou, sem ter uma mira certa, com a única intenção de repelir a injusta agressão que estava sofrendo”, detalhou o delegado sobre a versão do suspeito.
Fabio Costa acrescentou que, no depoimento, o agente de trânsito comentou que não costumava trabalhar armado. No dia do crime, informou que tinha se esquecido de tirar a pistola da mochila após usá-la num treinamento.
Outras testemunhas do caso serão ouvidas nos próximos dias. A previsão do delegado é concluir a investigação na semana que vem.
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