Estudo revela nível de imunidade contra a Covid-19 após um ano
Um ano após o desenvolvimento da imunidade híbrida, gerada por meio de uma combinação de infecção natural pelo coronavírus e vacinação, uma pessoa tem até 95% menos chances de apresentar a forma grave ou precisar de hospitalização

A imunidade combinada da infecção natural pelo coronavírus e aquela produzida a partir da vacinação, chamada de “imunidade híbrida”, oferece maior proteção contra a doença de acordo com um amplo estudo publicado nesta quarta-feira (18), no periódico Lancet Infectious Diseases.
Um ano após o desenvolvimento da imunidade híbrida, uma pessoa tem até 95% menos chances de apresentar a forma grave ou precisar de hospitalização devido à infecção. Entre os infectados há um ano que não foram imunizados, o percentual cai para 75%.
A análise demonstra as vantagens da vacinação mesmo depois que as pessoas tiveram Covid-19. Com base em dados de 26 estudos, a análise mostra que a proteção contra doenças graves e hospitalização permanece alta 12 meses após o desenvolvimento de imunidade híbrida ou infecção, quando comparada a indivíduos não vacinados e não infectados.
Segundo o estudo, a proteção contra a reinfecção foi menor do que contra a doença grave, embora ainda substancial. Aqueles com imunidade híbrida tiveram uma chance 42% menor de serem reinfectados um ano depois. Aqueles que já haviam sido infectados antes sem vacinação, tiveram uma chance 25% menor de reinfecção.
Destaques do estudo
O aumento global na variante Ômicron, identificada em novembro de 2021, resultou em muitos indivíduos com a imunidade híbrida, desenvolvida por meio de uma combinação de infecção por SARS-CoV-2 e vacinação.
Os pesquisadores revisaram a literatura científica com o objetivo de mensurar a magnitude e a duração da eficácia protetora da infecção anterior pelo vírus e da imunidade híbrida contra novas infecções e doença grave causadas pela variante.
Os especialistas investigaram estudos com diferentes metodologias disponibilizados em vários portais de publicação científica e bancos de dados internacionais, compreendendo o período de 1º de janeiro de 2020 a 1º de junho de 2022. Foram usadas palavras-chave relacionadas a SARS-CoV-2, reinfecção, eficácia protetora, infecção anterior, presença de anticorpos e imunidade híbrida.
Os principais resultados foram a eficácia protetora contra reinfecção e contra internação hospitalar ou doença grave de imunidade híbrida, imunidade híbrida relativa à infecção prévia isolada, imunidade híbrida relativa à vacinação anterior isolada e imunidade híbrida relativa à imunidade híbrida com menos doses de vacina.
Foram incluídos 11 estudos relatando a eficácia protetora da infecção anterior por SARS-CoV-2 e 15 estudos relatando a eficácia protetora da imunidade híbrida.
Para infecção anterior, houve 97 estimativas. A eficácia da infecção anterior contra internação hospitalar ou doença grave foi de 74,6% em 12 meses. Já a eficácia da infecção anterior contra a reinfecção diminuiu para 24,7% em 12 meses.
Para a imunidade híbrida, houve 153 estimativas. A eficácia da imunidade híbrida contra internação hospitalar ou doença grave foi de 97,4% em 12 meses com vacinação em série primária e 95,3% em 6 meses com a primeira vacinação de reforço após a infecção ou vacinação mais recente.
Contra a reinfecção, a eficácia da imunidade híbrida após a vacinação primária diminuiu para 41,8% em 12 meses, enquanto a eficácia da imunidade híbrida após a primeira dose de reforço diminuiu para 46,5% aos 6 meses.
“Todas as estimativas de proteção diminuíram em meses contra a reinfecção, mas permaneceram altas e sustentadas para internação hospitalar ou doença grave. Indivíduos com imunidade híbrida tiveram a maior magnitude e durabilidade de proteção e, como resultado, podem estender o período antes que as vacinações de reforço sejam necessárias em comparação com indivíduos que nunca foram infectados”, dizem os autores no artigo.
Últimas notícias

Prefeitura de Palmeira dos Índios intensifica reparos em áreas afetadas pelo tráfego pesado
Marcos Beltrão segue como escolha da família para vaga na ALE, mas o cenário ainda pode mudar
Marcelo Palmeira joga culpa do atraso do Plano Diretor de Maceió nos gestores do Iplan

Pedestre fica ferido após atropelamento na orla da Ponta Verde, em Maceió

Caso Daniel Alves: advogada alagoana comemora absolvição do ex-jogador

Três pessoas ficam gravemente feridas em acidente com motos em Coité do Nóia
Vídeos e noticias mais lidas

Alvo da PF por desvio de recursos da merenda, ex-primeira dama concede entrevista como ‘especialista’ em educação

12 mil professores devem receber rateio do Fundeb nesta sexta-feira

Filho de vereador é suspeito de executar jovem durante festa na zona rural de Batalha

Marido e mulher são executados durante caminhada, em Limoeiro de Anadia
